domingo, 27 de maio de 2018

Lisboa, dois arquitectos e alguns poetas




 


 
Alguém diz com lentidão:
"Lisboa, sabes..."
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
 
Eu sei. E tu, sabias?
 .
(poema de Eugénio de Andrade, citado em Lisboa, cidade triste e alegre de Victor Palla e Costa Martins.
Eposição patente no Museu da Cidade. As fotografias aqui mostradas - com excepção da primeira - encontram-se expostas e fazem parte da selecção dos dois autores aquando da edição do livro)
.
Verdes Anos, Carlos Paredes


 
 
 
 

sábado, 19 de maio de 2018

Do telhado vê-se o mundo



Aqui houve gato!
 
 
 
 
In your own sweet way, Chet Baker
 
 


domingo, 13 de maio de 2018

Pelas estradas da aldeia...


Pelas estradas da aldeia, caminhando sem pressa,
e descobrindo a beleza que nasce sozinha

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Sometimes I´m happy, Benny Goodman







domingo, 6 de maio de 2018

No jardim



Frésias e gotas de chuva!
Mistura imbatível!

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Spring is here, Bill Evans



 



domingo, 29 de abril de 2018

Mounty com poesia





 
Com um lindo salto

Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando à noite vem a fadiga
Toma seu banho
Passando a língua pela barriga

.
(Vinícius de Moraes)


.
Sweet and lovely,  Thelonious Monk & John Coltrane




 












terça-feira, 24 de abril de 2018

25 ABRIL



SEMPRE!




domingo, 22 de abril de 2018

Revolução pós-industrial








Que é feito de quem aqui trabalhava?
Que irá surgir neste espaço?
Que procurarão aquelas pessoas
 nos escombros do que foi uma fábrica?

.

Yesterdays, Miles Davis