quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Paris e as Pessoas-I


Podemos ir lá todos os anos: a saudade é sempre grande e é sempre surpreendente o que se encontra de novo. Podemos estar sem lá ir vários anos seguidos: chegar é sempre uma emoção doce, assim como quem regressa a um lugar que é seu. Paris é sempre e simultaneamente uma cidade nova e familiar, igual e renovada em cada visita.
Resolvemos começar pelos corredores da memória, como se fosse um jogo: o chá no Café de Flore enquanto se admirava o perfil elegante da igreja de Saint Germain-des-Prés e a elegância sofisticada das parisienses no Les Deux Magots. Jantar em St. Séverin sem querer saber dos turistas, regresso a pé ao hotel no Quai d'Orsay, deixando fluir as reminiscências.

No segundo dia, já com a companhia do nosso "Amsterdamer", foi a deambulação preguiçosa até às novidades. O Muro da Paz é um monumento cheio de significados, e mais significativo ficou com a passagem intempestiva e determinada de uma família romena. Paz?



O Museu do Quai de Branly é um lugar de descobertas e de surpresas, um vórtice de beleza que nos envolveu e arrebatou. Mesmo que Paris não tivesse mais nada para oferecer, só este museu merece uma visita urgente, demorada, minuciosa.

Dali nos fomos, exaustos, empolgados e com a felicidade calma de quem ainda só está a meio da estadia...
.
I love Paris, Ella Fitzgerald

29 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Fez-me sentir saudades de Paris. Felizmente lá estarei num fim de semana prolongado em Março.

jrd disse...

Todas as as manhãs. Que saudades!
Abraço

Maria disse...

Eu só posso fazer um post com o título "CR e as pessoas"... :)))
Nunca mais é dia 19!

Rosa dos Ventos disse...

Dizer o quê?!
Pura inveja da boa, claro! :-))
Il faut y retourner!

Bisous

Benó disse...

Com esta reportagem, espero que o Mounty, perceba o tal "brilhozinho nos olhos".
Ajudaste a matar saudades. Obrigada Justine.

mfc disse...

Esta música não podia ser melhor escolhida para quem como tu e eu adoramos Paris (e tudo o que essa cidade tem de mágico)!

Anónimo disse...

Eu também amo Paris. Se não a amasse, com estas fotos e esta canção, tinha já um "coup de foudre".

Campaniça

pinguim disse...

Que saudades tenho de Paris...
É de todas as cidades que já visitei e de que muito gostei, aquela onde não vou há mais tempo.

salvoconduto disse...

E o Mounty sozinho com ella?

anamar disse...

Oh que saudade me deu desta cidade que amo...
Como estão lindas a s fotos..
Quai de BranlY deixou-me em estado de graça , mas não passei dos jardins e daquela louca livraria...
Hei-de voltar.
Até breve, Justine.
Bj

Duarte disse...

Dizeres precisos de quem sabe apreciar e sentir.
Num deambular lento é como melhor se pode ler um livro assim...

Uma cidade que me fascinou.
Que me atraiu sempre: cada dia.
Na que moraria, permaneceria,
até que a vida disse-se, acabou.

Um grande abraço, querida amiga

MagyMay disse...

Estou a roer as unhas...
Apazigua-me a música.

Abraço Justine, abraço

Pitanga Doce disse...

Mounty, diz aqui no meu ouvido: eu tinha ou não razão? Uma cidadezinha com um rio no meio. Estes teus donos...sei não!

intimidades disse...

tenho saudades dos cheiros de paris

as tuas fotos sao uma maravilha

Bjinhos e tem um lindissimo fom de semana

vou ver se vou a praia :P

Bjinhos

alex disse...

nice picture..

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Sara disse...

Cá está a prova reiterada de que preciso voltar: para apreciar o tanto que ficou por conhecer e para (re)apreciar o já conhecido.
E não faltou o Muro da Paz... muito curiosa a experiência que por lá tiveste.

Um abraço e um óptimo fim-de-semana!

Anónimo disse...

hi hi hi
'tás a ver Mounty, só fumaça, gentes, geometrias, muros e um tal cais de Branly. Mas canta comigo e com eles, s'il vous plaît: "I love Paris in the Winter".

Boas e prometedoras as novidades: uma década já parece um século!
Merci, chérie.
Bjs da bettips

vovó disse...

Amigaminha! :)

passar aqui, ler e ver os teus roteiros de viagens, é sempre um bálsamo para o espírito e um colírio paraos olhos! :) e depois, ainda há a banda sonora! :)... pelos vistos, ainda haverá mais...
fico à espera :)...

Ah! Paris! Paris! ...
beijocassssss
vovómaria

R. disse...

Paris é assim mesmo: a perfeita combinação entre o conforto da constância e o obrilho da renovação. Cativante e aditiva. Uma vez experimentada, persiste o apelo do retorno.

Belíssimas 'ilustrações'!
Um abraço!

(à) Paris je t'aime disse...

Foi muito bom, apesar de tão curto... mas o tempo estende-se pelo que permitem as pernas, caminhando, e o pés, sofrendo.
Teve de tudo que Paris tem.

Fernando Samuel disse...

Paris é isso que dizes, de facto...

Um beijo.

JPD disse...

Tens razão, Justine.
Pode visitar-se Paris anualmente.
Há sempre novidades.
Bjs

Há.dias.assim disse...

Estive lá há 2 anos. Foi bom revisitar a cidade.
Bjocas

Lilá(s) disse...

É verdade sempre o mesmo encanto! que fascinio tem essa cidade.
Bjs

AFRICA EM POESIA disse...

Justine
Foi bonito vir e ver lindas imagens
Um beijo e...

POESIA


A poesia
É magia
Magia linda
Sem idade...
Sem rosto...
Sem cor...

E todos os dias...
O poeta pode olhar...
Pode ver à sua volta...
E fazer dum pequeno nada...
Um mundo diferente...

E fá-lo muitas vezes...
Com loucura...
Porque o poeta...
Põe no papel o melhor de si...
Escreve... sonha... e faz magia...

E pobre daquele...
Que não põe poesia
Naquilo que faz...
E que nem sequer...
Consegue sonhar!...


LILI LARANJO

Sofá Amarelo disse...

Ah, a Paris de Piaf e de Bécaud! A Paris de Robert Doisneau, cidade das luzes brilhantes!
Saudades de Paris, saudades das ruas onde o tempo não passou!

muitos beijinhos!!!

Idun, a felina disse...

tempo de retomar a valsa...

et Paris qui bat la mesure/ Paris qui mesure notre émoi... :)

marradinhas afectuosas da bicharada do petit jardin

Licínia Quitério disse...

É tão bom passear convosco. Tanta coisa que já não conheço em Paris.
Beijos.

jawaa disse...

Obrigada Justine, pelas recordações que me trazes dos bons velhos tempos!
Hospedei-me vezes sem conta na Île de Migneaux, num relais sur Seine, em Poissy,a 15 minutos de metro das estação C. de Gaule. Daí o mundo. Conheci o «relais» em 83, uma casa antiga magnífica (tomávamos o pequeno almoço sur Seine) quando frequentava um estágio em Poitiers; uns 10 anos mais tarde passei lá dez dias só com a minha filha (ela estava em mestrado)foi inesquecível. Há fotos a sairmos da FNAC na la Défense, dentro do museu em Sèvres onde fomos de comboio a aproveitar o último dia de passe, tirámos fotografias, um jarrão da altura dela, sei lá que mais!

Obrigada pelas palavras que me deixaste, na verdade o livro não foi de início escrito para ser publicado, há memórias por entre a ficção que deveriam ter ficado pelo esquecimento.
Eu publiquei em tempos uma parte num blogue da Nova Águia, tive algum retorno positivo, mas foi RS, com esta oferta da imagem belíssima de capa, que me forçou a avançar para a publicação.
Se estiveres disponível, e como moras por perto, eu terei imenso gosto em ver-te no lançamento que será no próximo dia 19 de Março (Dia do Pai)pelas 16 horas no CCC em Caldas da Rainha.
Um beijo