domingo, 22 de julho de 2012

Objectos sem uso




Foram objectos de uso diário, indispensáveis ao quotidiano de uma casa de campo.
Hoje têm valor estético e o poder de me acordarem nostalgias de tempos perdidos.

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These foolish things, Charles Mingus




20 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Será que os objectos que hoje consideramos indispensáveis ao nosso quotidiano irão receber daqui por muitos anos uma evocação tão emocionada?!


Abraço

Luis Filipe Gomes disse...

São formas perfeitas no sentido que a adequação à função chegou ao zénite: fazer mais barato e o mais duradouro possível ; fazer da forma mais adequada à função e a mão de quem vai executar a função; fazer o objecto da forma mais simples que se conseguir para o caso de ele ter de ser reparado por alguém menos hábil; sempre que possível fazer com que o objecto seja belo e não necessite de porta ou cortina que o esconda, mas quando tal aconteça seja a sua aparição uma revelação.

anamar disse...

Tu, ainda os tens à vista, eu, só de memória. E, mesmo assim é preciso reavivá-la ou tropeçar nos ditos objetos. Que ainda por aí os há.

Beijoquinhas :))

lino disse...

Ainda bem que há quem os conserve!
Beijinho

Graciete Rietsch disse...

Têm o uso de criar beleza a partir de quem tem a arte de os apreciar.

Um beijo.

trepadeira disse...

A nora,ou,como dizem mais a Norte,a noria,é cheia de simbolismo.
É o país,conduzido por uma cambada de pulhas,a andar à nora.

Os utensílios do queijo ainda vão tendo utilidade por estas bandas.

Um abraço,
mário

Sara disse...

No fundo, são também identidade. A tua, assim vista, está belissimamente conservada :)
Um beijo e boa semana.

jrd disse...

Que maravilha!
Fiquei quase "à nora" com as minhas memórias.
:)

salvoconduto disse...

Nessa nora como em todas há alcatruzes que estão por baixo,julgando os que estão por cima que assim permanecerão eterternamente, mas se alguém fizer rodar a nora depressa os que estão por cima irão ficar por baixo...

Não deixar parar a nora pode ser tarefa nossa.

Joaquín Duarte de Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Duarte disse...

Recordar é viver, sem apelativos. Voltar a ver estes utensílios, tão habituais na casa dos meus avós em Pedras Rubras, fizeram-me bem, no reencontro com um passado feliz. Obrigado.
Um grande abraço, querida amiga

Benó disse...

Agitaste os meus tempos de menina e voltei a ouvir o chiar da nora com a mula a andar à volta e o cheiro a almeice (requeijão esfrangalhado)que ainda hoje adoro e os meus laços de fita e as brincadeiras com os primos e...e....
Boa semana, Justine.

João Roque disse...

E que bem ficam, nos sítios certos...

Mar Arável disse...

Excelentes memórias vivas

greentea disse...

se calhar qualquer dia temos de ir ao poço tirar agua, assim ...se ainda a houver ...
não foi há tantos anos que ainda se usavam e os burros andavam a distribuir água em bilhas no Baleal (ou será q me esqueço dos anos q tenho ???)

Lídia Borges disse...

Sabe bem o acordar de nostalgias. Objectos com história na histórias das nossas vidas.

Um beijo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

São objectos eternos,pré sociedade de consumo,quando os objectos não eram efémeros e as pessoas ainda não eram constantemente instigadas a correr atrás da última novidade.
Estou de regresso
Beijinho

Anónimo disse...

E que melhor recuperação que a dos nossos olhos imemoriais? Diz Rosa e com razão: o que ficará "nosso" do plástico, do efémero? As letras, o papel, as memórias... tal qual esses objectos do quotidiano, recuperados com "amor".
Bjinho da bettips

Clarice disse...

Que bela coleção. Cuide bem da bomba d'água que depois de dezembro poderá ser útil. )))
Abração

Idun, a felina disse...

belas peças, justine!