sábado, 25 de maio de 2019

Pelo sonho é que vamos


 
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
 
( Chico Buarque, letra e música)

(título do post: poema de Sebastião da Gama)
 
 



6 comentários:

Teresa Durães disse...

Prémio Camões!

https://www.youtube.com/results?search_query=sei+que+estas+em+festa+pa

Nunca esquecerei!

Parabéns ao Chico Buarque!!!!

D'aqui disse...

Estou de acordo e partilho inteiramente.

(acrescento que o poema do Chico é uma excelente versão de LA QUete do Jacques Brel)

Rosa dos Ventos disse...

Bem mereceu o prémio!

Abraço

O Puma disse...

Vozes ao alto
porque não basta ter razão

bettips disse...

Uma paulada naquela corja que elegeu o "barão".
Chico tem a coerência que tanto admiro, ainda por cima com a poesia na boca e olhos!
(o gato sorria que eu lhe tinha dado comidinha do meu prato, repara-se no ar satisfeito...)
Bj

Duarte disse...

Escadas que desafiam a gravidade, parece coisa de chineses...
A questão é seguir e não dar-se nunca por vencido. A luta, por vezes. é dura, mas depois vem a compensação.
Beijinhos