domingo, 12 de novembro de 2017

O Terceiro Corvo








O Terceiro Corvo


Oh Lisboa
como eu gostava de ser
o terceiro corvo do teu emblema…
estar implícita na tua bandeira
negra e branca
como tinta e papel
como escrita e espaço!
Ser teu desenho
tua nova lenda
invenção deste século
que já não inventa
e se interroga:
donde vieram estes corvos?
Como tu, Vicente,
eu também não sou de cá
não sou daqui
não pertenço a esta terra
e talvez nem sequer a este mundo…
Porém estou aqui
nesta dolorosa praia lusitana
cheia de um tumulto inútil
que enegrece as tuas areias
e polui o ventre do rio
que os golfinhos há muito desertaram
E olhando as nuvens dedilhadas pelo vento
sentindo a terna dor do teu sentir sentido
peço-te, Lisboa:
surge de novo bela
reinventa
a santidade perdida do teu emblema
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Ana Hatherly, in Em Lisboa sobre o mar, Poesia 2001-2010

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Verdes Anos, Carlos Paredes





terça-feira, 7 de novembro de 2017

As perdas


DonaMinha, morreu-me uma amiga, uma velha e boa amiga.
Estou muito triste, mais sozinho e tão apreensivo...
Ajudas-me, DonaMinha?

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Souvenance, Anouar Brahem



sábado, 4 de novembro de 2017

Chuva, quase a mais desejada!





A natureza toda e os homens, mesmo os insanos , agradecem!
 
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 Blue in green, John Coltrane/Miles Davis

 


domingo, 29 de outubro de 2017

Outonos


 
 

O Outono cá em casa


 
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Four Seasons - Autumn, Vivaldi

 


domingo, 22 de outubro de 2017

Nostalgias



Recordando caçadas...
 
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Comme une absence, Anouar Brahem

 


domingo, 15 de outubro de 2017

Sobrevivência


De onde menos se espera...
 
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These foolish things, Charles Mingus
 
 
 
 
 


domingo, 8 de outubro de 2017

Gato escondido...

 
Não gosto nada deste vizinho:
é grande, é novo, é intrometido!
 
 
Atiro-me a ele? Fico aqui escondido?
Que dilema...
 
 
Ah, o valentão foi-se embora com medo da DonaMinha!
Ora toma! 
(e eu aprendi que gato escondido...vale por dois!) 
 
 
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Tenderly, Bill Evans