domingo, 16 de novembro de 2008

Ontem, Na Festa da Poesia

Pedras

As vetustas pedras da noite
te dirão
da decepção
das andorinhas
ao perceberem as casas sem beiral.

Não chores.
Suspende apenas
um pequenino susto
na mais alta ramada
do caminho.

E observa
as poderosas colunas
amparando ruínas.

Licínia Quitério, De Pé Sobre o Silêncio

(foi bonita a festa, amiga)

.

Eine kleine Nachtmusik, Mozart

46 comentários:

Gargola disse...

Que maravilha Justine. Que pena que estou longe e perdi a festa, mas como sempre, você tão carinhosa, trouxe-nos o gosto das palavras. Pois começo a semana saboreando-las.

beijos

Utopia das Palavras disse...

pedras marcadas
na ventura
do tempo
descobertas
épicas...

Um beijo Justine

mariam disse...

Justine,
Que lindo poema!

não conhecia Licínia Quitério, fui pesquisar, e, que pena, eu poderia ter-me juntado à festa! estou tão perto!

boa semana
um sorriso :)

mariam

Maria disse...

Foi bonita a festa, foram bonitas as palavras, são bonitas as pessoas que lá encontrei...
:)))

Beijo, Justine

Maria disse...

Esqueci-me de dizer que também foi bonista a outra festa, nos Trovadores...
:)))
;)

Maria P. disse...

Foi muito bonita a festa, as palavras, as pessoas...:)

Beijinho*

salvoconduto disse...

Pois é, o pessoal todo na festa e eu a xuxar o dedo. Até as as andorinhas se foram. Fiquei aqui na companhia do gato da dona dela e não se pode dizer que fiquei mal acompanhado.

Duarte disse...

Se as pedras falassem! E falaram. na poesia do trovador.
Gostei

Beijos

pinguim disse...

E Mozart a ajudar a festa...
Beijinhos.

intimidades disse...

lindissimo

Jokas
Paula

' Rôh disse...

Ouxe... qria ter ido. uahuahauah
Linda poesia. cheiiro. ;DD

poesianopopular disse...

Bonita sensibilidade das pedras e das palavras, e tambem das andorinhas imaginadas, e da musico , e do teu gosto tambem.
Abraço amiga

GR disse...

A Poesia é a liberdade!
Sim, deve ter sido uma linda festa.

Bjs,

GR

as-nunes disse...

E Ourém aqui tão perto!
E diferente para mais eficiente, nas acessibilidades.
Há muitos anos que não vou a ver aquele castelo de memórias épicas de outros tempos. Pareceu-me estar mais apresentável, mesmo nas suas ruínas. Melhor assim do que, numa análise sentimental pelo menos, se pode dizer da "casa dos pintores", em Leiria. Foi requalificada...e modificada interiormente!?
Um abraço
António

Lúcia disse...

Bonitas estas palavras. Hé sempre colunas amparando ruinas..se quisermos

Licínia Quitério disse...

A festa foi tão linda quanto os amigos que nela estiveram. E foram tantos...

Para ti o meu abraço comovido.

Rosa dos Ventos disse...

Ontem estive no 86º aniversário do Sr. Adelino, um homem com uma energia e alegria de viver que faz inveja a muitos jovens que por aí andam.
Poda árvores, roça mato, apanha azeitona, dá conselhos aos "proprietários" distraídos, tem ovelhas, semeia batatas, oferece do que tem aos amigos, vive sozinho desde que a companheira partiu há uns anos...
Também é poesia!
Contudo tenho pena de não ter visto a tua poesia que me passou ao lado!

Abraço

mena m. disse...

Como gostaria de ter estado lá também!!!!

Lindíssimo o poema da Licínia!

Excelente a música e as fotos que o acompanham, Justine!

Obrigada pela partilha!!!!

Beijos para as duas

entre tanto disse...

Bem escolhidas fotografias (a da capa do livro também não está mal); Mozart é, sempre, uma excelente escolha.
E, sempre, colunas - como as da amizade - a resistirem ao tempo e às acções que de tudo querem fazer ruínas. E as andorinhas não desistem por minudências dessas de não estarem cá os beirais dos anos ou dos séculos passados.
Saudações para a autora do livro e para quem o aproveita para valorizar a blogosfera.

mdsol disse...

Que bom que a festa foi boa! Pelo post, foi de certeza!
Beijinhos
:))

hfm disse...

Os sedimentos com que Licínia constrói a sua poesia de melodia, imagens e poética.

mfc disse...

As palavras bem escritas são sempre poderosíssimas!

Juani lopes disse...

palabras intensas como los muros de tus fotografias
saluditos

JPD disse...

Belo poema.
Parabens à LQ.
Bjs

rosasiventos disse...

festas ai... gosto muito! :)

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Justine, belo poema...Espectacular...
Beijos

Vieira Calado disse...

A poesia é sempre uma festa!

O seu poema é muito bonito.

Gostei.

;)

Bjs

Mar Arável disse...

Tive pena de não ter podido partilhar

Madalena disse...

A festa acredito que tenha sido bonita. Sobre o poema tenho a certeza que É bonito. :)

Justine disse...

Para repôr verdades:
o poema Pedras é de Licínia Quitério, a apresentação do livro De Pé sobre o Silêncio (de que este poema faz parte) foi em Mafra, sua terra-natal.

legivel disse...

... o poema tem a marca a que a Licínia já nos habituou nos seus poemas no seu blog: "B". De belo.

Tive pena de não poder ir. É que além de ir dar os parabéns à autora (o mais importante) decerto que também iria dar um "passou-bem" ao Mounty. Mas pronto, fica para a próxima, que se há coisa que não sou, é fatalista. Nem fadista.

Abraço e sorrisos.

busillis disse...

Linda poesia com umas lindas fotos!

Fa menor disse...

"poderosas colunas/ amparando ruínas"... quem o saberá ser?!

Poema que faz pensar. Bonito.

Beijinhs

Violeta disse...

Uma bo noite d epoesia, pelo que leio...

vida de vidro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vida de vidro disse...

Belíssimo poema,este da Licínia. Que pena tenho de não ter podido estar presente! Um grande beijo de parabéns à Licínia **

maria carvalhosa disse...

Obrigada, Justine, pelo excelente post. A festa foi tão boa e tanta a felicidade que se passeou nas vozes, nos olhares, nos sorrisos, nos abraços e beijos, em torno e por causa da Licínia e do seu livro, que o registo do encontro, seja em que suporte for, será sempre fonte de alegria, memória de momentos muito belos, vividos por todos os amigos que com ela tiveram o privilégio de os poder partilhar.
Bjs.

Fernando Samuel disse...

A julgar pela amostra... foi bonita a festa...


Um beijo.

Tinta Azul disse...

Muito bonito [a].

E a música...
beijos

triliti star disse...

bonitas ruínas, um belíssimo poema que eu não conhecoa (obrigado) e a música também.

Pitanga Doce disse...

O poema é o que há de mais lindo.

Quanto a última estrofe, às vezes tenho dúvidas de quem são as poderosas colunas e quem são as ruínas? Não sei em que momento somos uma, ou outra?

Pena a festa ter sido tããão longe de mim.

Parabéns à Licínia.

dona tela disse...

Desculpe a ausência, mas ando cá com um stress...

Amistosas saudações.

cristal disse...

Obrigada por este bocadinho da festa. Gostaria de ter lá estado mas outros valores (baixinhos) se levantaram :)!

M. disse...

Um dos belíssimos poemas. Foi especial este dia.

Rodrigo Rodrigues ("Perdido") disse...

Poix.

Angelus// The Phantom Of The Opera disse...

primeiro que tudo, olá! sou o Angélus, e cheguei aqui ao vaguear por alguns blogs que costumo visitar. deparei-me entao com estas fotos...por acaso sao do castelo de Belmonte? é k sou natural de lá embora ja la nao viva ha varios anos....

dark kisses