quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A cidade branca





(...)
"outra vez te revejo,
com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
transeunte inútil de ti e de mim,
estrangeiro aqui como em toda a parte,
casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
no castelo maldito de ter que viver..."
(...)
Álvaro de Campos,Lisbon revisited (1926)(excerto)
.
Carlos Paredes, Verdes Anos

44 comentários:

cristal disse...

Mais imagens lindas de Lisboa a casar muito bem com o poema e com a música. (sim, eu agora já sei ouvir :))

Maria disse...

E o dia estava luminoso.
em Lisboa, Tejo e Tudo!

Muito bonito, Justine.

heretico disse...

talvez Lisboa seja apenas pretexto. talvez...

jawaa disse...

Que bonitas imagens de Lisboa...
Mas no Porto nos encontraremos, certo?
Um abraço

Maria P. disse...

E Lisboa aqui tão perto...
Cheia de luz

Beijinho*

(Eu já te disse que gostei muito de ti?!:)Pois é verdade.)

Duarte disse...

Não é de estranhar que esta menina e moça tenha sido cobiçada por tantos.
O trinar da guitarra causa arrepios e as imagem saudade.
Saramago descreve com frases belas esta Alfama cheia de luz, cores e olores... ainda que o momento fosse outro... sinto-me caminhar por ela e deleitar-me desde os pontos de encontro que me dá o caminho.

Obrigado, hoje sou um pouco mais feliz...

Um grande abraço

Sal disse...

Belíssimo, tudo. Como já nos habituaste.
Se um dia resolveres postar umas imagens horríveis de qualquer coisa ficarei completamente desconcertada!
Por enquanto é só beleza e mais beleza, das imagens, das palavras, tudo!
beijinho

pinguim disse...

A gente viaja, viaja, vê cidades e coisas lindas, mas Lisboa...é Lisboa!!!
Beijinhos.

Violeta disse...

Era outra Lisboa...

Com tudo disse...

Esta Lisboa nascida e em que se nascia há muitos muitos anos.
Esta Lisboa com uma nesga do Tejo e tudo. Com o céu a acrescentar cor à cor que é só dela, de Lisboa (não é o branco da cidade branca a soma de todas as cores?).
E, desculpar-me-á o Álvaro de Campos e a Justine-que-fotografa, esta Lisboa que se transcende na guitarra de Carlos Paredes até ao sentir mais fundo, à emoção, na lembrança do amigo, do homem bom e enorme artista.
Obrigado - muito sincero - por este jogo de cores, sons e sensiblidades no espaço tão escasso de um "post".

Teresa Durães disse...

Lisboa é uma cidade linda!

hfm disse...

Bela, sempre bela, com o seu rio, as suas encostas e a sua luz, uma luz como raramente se encontra! e essa espera-se que a não consigam estragar!

as-nunes disse...

Lisboa e Fernando Pessoa, como conjugam tão bem!
Assumi no logotipo do meu blogue uma frase célebre de Fernando Pessoa: "Leio e estou liberto. Adquiro objectividade. Deixei de ser eu e disperso." Queria!?
Eu bem leio e tento escrever. Mas não consigo libertar-me do disperso...
Objectividade? No trabalho da minha profissão, que remédio!
Lisboa é um encanto. Mas tem de ser a Lisboa do Tejo! E das ruelas que nele desembocam!
E os "Verdes Anos" de Carlos Paredes! É ouvir e introverter a melodia daquela guitarra fabulosa!
Bj
António

Rosa dos Ventos disse...

Fernando Pessoa/Álvaro de Campos sentia-se estrangeiro em todo o lado...
Imagens muito adequadas ao texto e uma óptima escolha musical!
E o Tejo é sempre novo...

Abraço

Utopia das Palavras disse...

A alma de lisboa
desnudada por Fernando Pessoa...

Lindo todo o contexto!

Beijos

mena m. disse...

Encontro inesperado com a minha Lisboa!:-))!

E a guitarra a tocar-me as cordas da saudade...

Que bom encher os olhos dessa luz que tanta falta me faz!

Por aqui tudo cinzento e tristonho, à espera da neve anunciada, que trará a Berlim uma luminosidade especial.

Obrigada Justine!
Beijinho

Patti disse...

E com este tempo de céu limpo, a cidade e o rio têm estado magníficos!

alternativa pérola disse...

É linda.
Mas felizmente não é toda branca...
Porque há coisas de cor muito bonitas...
O branco é muitas vezes o disfarce do que é feio. " É horrível? Ainda se fosse branco..." E pinta-se de branco.Os prórios arquitectos começaram a ter vergonha de ousar a cor.Quantos museus conhecem que não sejam Brancos?
Grande felicidade e alívio ao conhecer o museu Branly...
De todas as Artes chamadas "primitivas"...
A gente de Lisboa é de todas as cores...

(Desculpa,amiga, não resiti à polémica...)

Pitanga Doce disse...

Ainda hoje recebi um ficheiro lindo com fotos do Porto e música e palavras ditas por quem o conhece. Tão lindo!

Agora venho aqui e vejo Lisboa e ouço Verdes Anos...

O que querem que eu faça???

Fernando Samuel disse...

Lisboa e Tejo e tudo: a cidade...


Um beijo.

1/4 de Fada disse...

Que trio maravilhoso, a música, a cidade, o poema... A luz é inigualável nesta altura do ano!

Eli disse...

No Porto e em Lisboa!

:)

A mistura dos sons e das terras permanece na inspiração.

:)

BlueVelvet disse...

Música, fotos e poema é o que se chama um post perfeito.
Beijinhos

mdsol disse...

Prontosssss
O teu está muito mailindoooooooooo
rsrsrsrs
beijinhos e boa viagem
:)))

Juani lopes disse...

mi linda ciudad, pronto estare ahi,
saluditos

Licínia Quitério disse...

Aqui me confundo com a minha cidade. Lisboa sentida. Que bom!

Beijo.

M. disse...

Lindo o poema, lindo o teu olhar sobre a cidade.

Rodrigo Rodrigues ("Perdido") disse...

Outro perdido, esse tal Álvaro. Olha, e a cidade, onde é que fica? Estive quase a reconhecê-la. Fui à enciclopédia das cidades com castelo e obtive a resposta muda de quem interroga uma campa tumular. Se calhar não existe, é um lugar apenas perdido no recôndito do meu corpo sexagenário.

Chat Gris disse...

Sempre linda a nossa cidade...
(a Jawaa levará um beijo meu para ti e uma marradinha especial cá do bichano...)

Tinta Azul disse...

Ai como gosto de Lisboa!

E como gosto dela assim neste contexto apurado!

:)

mundo azul disse...

...que lindo!!!
"...com o coração mais longínquo, a alma menos minha..."


Adorei ter vindo!


Beijos de luz e o meu sincero carinho, Justine!

Maria P. disse...

Bom fim-de-semana, beijinho*

mfc disse...

Um "voyeur" observado!

samuel disse...

Que "casamento" fantástico!
Ou as fotografias são também do Álvaro de Campos... ou os versos são teus...

Juani lopes disse...

Acepto con mucho gusto tu taza de cha, para mi seria un placer
saluditos

GR disse...

Deste lado, Lisboa fica tão longe.
Os versos, os Verdes Anos, transmitem-me um sentimento, Saudade.

GR

legivel disse...

... o sortilégio das cidades que nos estão tão próximas e tão distantes, são exactamente assim: como Álvaro de Campos Lisboa.
O cinema novo em português (primeiros sinais culturais de uma mudança que se exigia) e o virtuosismo de Paredes, são etapas de uma vida que não esqueço e que me parecem ter acontecido ainda ontem.

Abraços.

O Puma disse...

Casamento em comunhão de bens

Mar Arável disse...

Lisboa sempre perto

nos arredores

do silêncio

intimidades disse...

adoro a beleza urbana de lisboa

Jokas

Paula

vida de vidro disse...

Fazes jus ao encanto especial de Lisboa, neste teu post. E do Porto, vai haver fotos? :)
Gostei muito de te conhecer. **

Lúcia disse...

Um postal magnífico, Justine.
E assim as cidades têm vida:)

Deusa Odoyá disse...

Olá Justine!
viajei em sua cidade.
Que linda!
Um postal muito belo.
Uma semana abençoada para tí.
Fique na paz.
Regina Coeli.

Miucha disse...

estava xeretando uns blogs por aí, e dou de cara com o titulo Quarteto de Alexandria (livro do Lawrence Durrel)bom , cliquei pelo nome deve ser interessante e... gostei muito do que vi ,parabéns.