quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

No Amanhecer de Ti



No amanhecer de ti cabem
todas as janelas
porque és a dimensão
onde as viagens são possíveis
e deixas uma sombra
de castelo encantado
na meia luz das salas
onde o teu corpo passa
dá-me a tua mão
e veste-me de ti
quero partir sem medo
quero partir sem mágoa
na estrada dos teus olhos
onde as pedras são de água.
(in O Despertar dos Verbos, Mário Domingos)
.
Até sempre, meu Amigo Poeta.
Partiste sem medo
.
Nocturno Op.32 No.9, Il Lamento e la consolazione, Chopin (Maria João Pires)

33 comentários:

bettips disse...

Disseste o que eu sentia e queria dizer: é dia de chorar.

Maria disse...

Ainda tenho frio...

Teresa Durães disse...

um dia triste para todos nós

lino disse...

Um belo poema e uma linda imagem!
Beijinho

Rosa dos Ventos disse...

Mais um poeta que parte demasiado cedo! :-((

Abraço

Benó disse...

Deixou a poesia que é eterna.

Graça Sampaio disse...

Desculpem, estão a falar de quem? Não dei conta do desaparecimento de nenhum poeta.

Mas o poema é muito bonito.

pinguim disse...

Mais uma conjugação perfeita entre a palavra e a música.

Justine disse...

Graça, estamos a falar de Mário Domingos, um amigo que acabou de editar há poucas semanas o seu primeiro livro de poemas(o que eu refiro, e de onde tirei o poema que publico),que estava de boa saúde há 3 dias e agora está morto!Dias de uma imensa tristeza, estes!

Graciete Rietsch disse...

Mais um que parte!!!!!
Maravilhoso o poema e bela a homenagem!!!!

Um beijo triste.

Rosa dos Ventos disse...

Comentei na Maria de "O Cheiro da Ilha" que ainda no dia 18 estava a apresentar um livro...só não sabia que era o primeiro! :-((
Muito triste!

Abraço

Clarice disse...

Confesso que raramente leio poemas em blogs. Os que publicas são exceção porque escolhes tão bem. Como se um pingo d'água caísse em flor ressequida.

Admirei o poema, reli e só depois vi que te despedias do autor amigo.

Que grande pessoa foi por deixar tão belas montagens de palavras, que em outras mãos seriam só palavras.
Abraço de solidariedade.

Sara disse...

Gostei muito do poema, como já gostara do que anteriormente postaste.
Lamento a tua (vossa) perda.
Um beijinho reforçado.

R. disse...

Poema belíssimo, que atesta a perenidade da presença de alguns outros em nós. É, a uma só vez, formulação e exemplo.

Um sincero abraço e os votos de que a benignidade das recordações em breve se sobreponha à saudade.

Com vosco, os amigos disse...

Assim nos fazes (com a ajuda da Maria João Pires) conhecer, despedir e ter já saudades de alguém que não (ou mal) conheciamos.
A força das palavras, da música, da dor de sentir a partida de quem deixou uma dedada, bela e insubstituível.

mfc disse...

Esta vida reserva-nos estas desgraçadas surpresas!
Acompanho-te enesta dor.

Soube há cerca de 1 h que uma formanda minha, de perfeita saúde, morreu subitamente.
Abraço-te muito.

M. disse...

Nesse silêncio da morte se vão encontrando todos os que partem e nos deixam tristes.

Licínia Quitério disse...

Tenho tanta pena.

samuel disse...

Que bonito! Tudo.

Beijo.

Duarte disse...

A cadencia destes versos parece que não tem fim, mas nada é definitivo e tudo é efémero.
Mesmo assim deixa respirar e, desse modo, enriquecer-nos com versos assim, plenos de beleza, francos... meditados.
Fico triste...
Um grande abraço, querida amiga

mariam disse...

Bonita homenagem, Justine.
Não cheguei a conhecer o Mário, é triste ver partir pessoas criativas... ficou a sua obra.

beijinhos meus e saudades
mariam

OUTONO disse...

...ficou a saudade...
Ainda combinámos uma tertúlia...e agradeci o autógrafo no livro que releio...(foi-me ofertado, na impossibilidade de ter ido ao lançamento).
Fica a poesia...ou o simples cativar de uma dedicatória à sua esposa...
Na igreja das Fontainhas, o luto vestiu-se de poemas
e o DESPERTAR DOS VERBOS...rubricou o infindável prazer da sua leitura...

São disse...

Que o Poeta vá em paz.

Um abraço solidário deixo, Justine.

Zé-Viajante disse...

Quero partir sem medo...

Mar Arável disse...

Beijos tantos

Humana disse...

remeto-me ao silêncio e deixo, apenas

um abraço, justine

vieira calado disse...

É sempre triste

ver partir os amigos.

Saudações poéticas!

Lilá(s) disse...

Um belo poema e uma merecida homenagem.
Bjs

Mel de Carvalho disse...

Justine, lamentavelmente não conheci o Mário. Apenas a sua poesia, e dela, me dei conta, por me terem falado dele, amigos comuns. E, sem que tivesse tido o tempo necessário de o conhecer, quis o destino que, tenha, neste momento, nas mãos de uma amiga comum, à minha espera, um livro dele,a que ele, gentilmente, e a pedido dela, acrescentou uma dedicatória à Mel...
Só esta semana soube de que este livro existe à minha espera. Uma comoção imensa, na verdade. E, porque quem parte deixa sempre em nós algo, o Mário fê-lo desta grande maneira - na sua poesia. Sem medo e grandiosa.

Beijo, Justine, com a admiração e a ternura que sabes tenho por pessoas como tu, como o Mário


Mel

anamar disse...

Beijo... e amizade... é o que te posso dizer.
Ana

wind disse...

Mas que se passou?

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

Abraço , Licínia , Abraço!

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

Abraço , Quarteto , um grande abraço !