domingo, 5 de fevereiro de 2012

Diálogos silenciosos

O poeta aceita, com ironia e alguma indiferença, a curiosidade do visitante. Pena que não tivessem chegado à fala. Penso que iriam entender-se bem.
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I could write a book, Miles Davies

32 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Mas para bom entendedor mesmo o silêncio basta! :-))

Abraço

Graciete Rietsch disse...

Linda fotografia com boa música a acompanhar. A situação que conseguiste captar é muito interessante.

Um beijo.

O Puma disse...

Estou convicto que sim

Abraço aos dois

lino disse...

Entender-se-iam, certamente!
Beijinho

jrd disse...

Por vezes, os silêncios dizem tudo.

Abraço

R. disse...

O que é maravilhoso é que, mesmo na ausência da fala, se dá a comunicação :)

Um abraço grande.

O viajante/passante disse...

Espreitei o que lia o poeta Cavanillas (ou Cabanillas). Eram versos seus. A sua pétrea indiferença não impediu, então, o diálogo possível, e desejado por ele, poeta publicado. Diálogo que este "post" levou o passante, com gosto, a prolongar, através do "google".
Vale a pena.
Obrigado, D. (ou menina?) Justine

mfc disse...

A curiosidade é sinal (sempre) de vitalidade!
Óptima foto.

trepadeira disse...

Quantas cumplicidades no silêncio.

Um abraço,
mário

pinguim disse...

Já sei (penso que sei) quem é o poeta.
falta saber o local...

Justine disse...

Pinguim: é em Cambados, Galiza, de onde o poeta era nativo!

tulipa disse...

Há silêncios que dizem mais que muitas palavras!!!

Convido-a a visitar o meu mais recente blog:
Os meus pensamentos
onde decidi divulgar poesias e textos de pessoas que vou descobrindo e que gosto, juntamente com uma foto minha a ilustrar.
Faço questão que todas as fotos sejam de minha autoria.
Na última semana descobri LYA LUFT e adorei.

Boa semana.
Um abraço.

Lembro-me de ti
Nesse instante absoluto,
A vida conduzida por um fio de música.
Intenso e delicado, ele vai-nos fechando num casulo
Onde tudo será permitido.

Se é só isso que podemos ter,
Que seja forte. Que seja único.
Tão íntimo quanto ouvirmos a mesma melodia,
Tendo o mesmo - esplêndido - pensamento.
Lya Luft

Jorge Manuel Gomes disse...

De poeta para poeta...economista!

Claro que iriam entender-se muito bem!


Um abraço desde Vila do Conde,

Jorge

Benó disse...

Ironicamente o poeta sorri, é verdade mas, creio que o passante não só está a tentar decifrar a escrita como me parece estar a ver mais qualquer coisa ali deixada por algum passaroco.

samuel disse...

Bons passeios... e logo com bons encontros, são do melhor que há! :-)

Beijo.

Duarte disse...

Até lhe podia dizer...
- o Senhor que espreita?
Também sou dessas curiosidades!...
Boa instantânea.
Um grande abraço

Lilá(s) disse...

Nota-se que o poeta é paciente!
Bem apanhado...
Bjs

Teresa Durães disse...

é paciente ou sonha tanto que nem deu pelo vizinho?

vieira calado disse...

Não conheço a estátua.

De quem é?

Saudações poéticas!

Sara disse...

Ainda bem que os poetas nos deixam espreitar. Já viram o que seria a vida sem essa generosidade?
O instantâneo é uma delícia. No momento certo :)
Beijinho.

anamar disse...

Qem não se entende com S.R. ???
Beijocas
Ana

Vítor Fernandes disse...

O visitante está a tentar ler o que o poeta escreve. Eu ter-lhe-ia perguntado ao ouvido. Excelente foto.

Pitanga Doce disse...

Até me faz lembrar "alguém" quando vai no metrô e senta-se ao lado de alguém que vai lendo. Discreeeeeta. hehehe

jorge esteves disse...

A fotografia (muito bem conseguida!), fez-me lembrar um outro poeta, Pedro Tamen, que, se me permites, deixo aqui o que recordei...

Amigo, a que vieste?

Onde foste ao bater das quatro horas
e, antes, quem eras tu, se eras?
Amigo ou inimigo, posso falar-te agora
sentado à minha frente e com os ombros
vergados ao peso da caneta?
Falo-te sobre a cabeça baixa
e vejo para além de ti, no horizonte,
teus riscos e passadas;
mas não sei onde foste, nem se eras.
Olho-te ao fundo, sob o sol e a chuva,
fazendo gestos largos ou só um leve aceno;
dizes palavras antigas,
de antes das quatro horas,
e nada sei de ti que tu me digas
dessa cabeça surda.
Não te pergunto pela verdade,
que pensas de amanhã ou se já leste Goethe;
sequer se amaste ou amas
misteriosamente
uma mulher, um peixe, uma papoila.
Não quero essa mudez de condolências
a mim, a ti, ou só à terra
que tu e eu pisamos — e comemos.
Pergunto simplesmente se tu eras,
quem eras, e onde foste
depois que se fizeram quatro horas.

Será que não tens olhos? Não tos vejo.
De longe em longe
agitas a cabeça, mas talvez seja engano.
Palavra, não te entendo.
Amigo, a que vieste?


abraços.

jorge

Mel de Carvalho disse...

seria a fala necessária, minha amiga? por vezes é o silêncio que nos revela maior o espaço partilhado...

beijo, querida Justine

saudades
Mel


PS: tenho uma foto idêntica em Stª Cruz, comigo "à fala" com um poeta de bronze. não não me respondeu, mas foram momentos inolvidáveis de crescimento meu...

Clarice disse...

Quanto mais olho a foto mais tenho certeza de que conseguiram comunicar-se.
Dizia o senhor à estátua: Então não te deixaram descansar nem mesmo depois de morrer? Ficas aqui dia e noite a posar para esses turistas?
Disse a estátua: Fuja rápido antes que te peguem também!
Abração.

augusto, um entre mil disse...

ramón cabanillas sempre gostou de estar com gente. aqui fizeram-lhe a vontade...

São disse...

O silêncio , por vezes, é a melhor maneira de comunicar...

Bom fim de semana

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não sei porquê, tenho a sensação que o poeta está a pensar com os seus botões:
Podes ler à vontade, mas aquilo que eu escrevi, só eu sou capaz de entender.

GR disse...

Com silêncio das palavras, também se pode fazer boas reflexões.

Bela foto.

BJS,

GR

M. disse...

E de certeza a conversa seria mauito mais interessante do que as que por aí proliferam e nos magoam os ouvidos.
Tão bonito é ver estas estátuas no caminho de quem passa. É como se fossem pessoas caladas.

Licínia Quitério disse...

Feliz o poeta que desperta a curiosidade do leitor, mesmo depois de tudo, mesmo no tempo do bronze.