domingo, 13 de maio de 2012

Levantar voo

Numa janela de rosto vincado pelo tempo,
a ave aguarda.
Na postura, uma certeza calma e exacta.


Pode a ave (re)pousar uns momentos numa janela a cheirar a abandono. Chegará contudo o momento de levantar voo, num frémito de liberdade, rumo a lugares de descoberta.
Nós como as aves?

.
Something I dreamed last night, Miles Davies

22 comentários:

lino disse...

Vamos conseguir|
Beijinho

assistente de parto (e com dor) disse...

Muito, muito belo.
Tudo!

jrd disse...

Pela Liberdade, nós, como as aves, voaremos até ao infinito.

Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Esperemos que o voo seja possível!

Abraço

Sara disse...

Um post inspiradíssimo. Neste, tu já voaste :)
Acho que há muitas variações neste apartado. Embora, naturalmente, só voará quem abrir as asas e se lançar. Haja coragem!
Beijos e boa semana!

Graciete Rietsch disse...

Como é possível, num pequeno e belo poema em prosa, dizer tanta coisa?

Um grande beijo.

samuel disse...

Nós... pelo menos, com vontade de ser...

Beijo.

Mar Arável disse...

Quando o voo

se levanta

Bjs

Pitanga Doce disse...

Às vezes. Só às vezes.

Beijos, Justine.

Lilá(s) disse...

Um dia chegará o momento...sem dúvida
Bjs

OUTONO disse...

...um reflectir sublime!

João Roque disse...

Excelentes as fotos.

greentea disse...

tal como nós, sim...por vezes , quedamo-nos como abandonados , sós, e esses momentos dão-nos asas para despertarmos e voarmos de novo!

trepadeira disse...

Nós,como as aves,haveremos de fazer,deste país destroçado,um ninho novo.

Um abraço,
mário

R. disse...

Sem dúvida. É também assim o percurso colectivo: com voos altos e expansionistas alternados com pousios forçados, para retemperar forças e coragens.

Que em breve se alarguem novamente os horizontes!

Abraço grande.

São disse...

Sim, nós como as aves!

Passa também pela recusa da desistência.

Se puderes espreita o "são".

Bom fim de tarde.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Ou muito me engano ou, mais uma vez terão de ser outros a lutar por ela. Talvez os gregos...

al disse...

Às vezes sim... outras vezes infelizmente não...
Abraço

Vítor Fernandes disse...

Nós como as aves. Por vezes raras. Momentos como estes fotografados com um olhar de mestria e ilustradas com texto poético. Tudo a convidar a voar. Outros voos, outras descobertas.

Clarice disse...

Essa inquietude e inconformismo me recheiam desde sempre. Quando não posso mais conter a ânsia...mudo alguns móveis de lugar. ;))))) Tanto é verdade que ao mudar-me para aqui mandei fazer balcões e armários com rodinhas.
Beijos.

Duarte disse...

Sim, quase sempre.
Grande o poder de controle, na observação, das aves, sempre tão desconfiadas!
Uma boa toma, muito oportuna. A mensagem muito apropriada!...
Um grande abraço, querida amiga

Graça Sampaio disse...

Claro! Parafraseando: «Yes, we can!» - Yes, we will!