segunda-feira, 7 de julho de 2014

Peniche - I


A viagem e a prisão.
A viagem dentro da prisão.
A viagem interior como fuga possível da prisão.

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Não há música compatível com estas memórias. Façamos então silêncio...


16 comentários:

Graciete Rietsch disse...

Todas as tuas músicas são lindas. Mas esta ausência de música é a mais linda.
Um grande abraço.

lino disse...

Memórias indeléveis!
Beijinho

Anónimo disse...

Não se sabe, não se imagina,
o preço da liberdade.
Comovente (mas empolgante) pensar na resistência cujos frutos vieram tão tarde.
Bj da bettips

João Roque disse...

Como se compreende este silêncio...
Eu detestei o forte de Peniche, embora tivesse sido importante conhecê-lo.
Tudo aquilo é sinistro, é feio, é asqueroso, saí de lá agoniado, mas aconselho toda a gente a visitá-lo para se indignarem e sentirem-se "mal"...

Rosa dos Ventos disse...

Confesso que nunca fui lá dentro...
Será que há algum barco pintado numa das celas?
Conheces um poema feito a partir de uma bicicleta pintada numa cela desses tempos malditos?
Estou farta de o procurar mas como não me lembro do nome do autor...não chego lá!

Abraço

Justine disse...

Também não me lembro, amiga!Mas um dia destes lembras-te...

jorge esteves disse...

Fez por estes dias um ano que estive lá!
E pelo meio ficam tantas, grandes, as minhas ausências. Mas vim a tempo destas memórias e das tuas belas fotografias.
Tudo de bom para ti, amiga.
jorge

Lilá(s) disse...

Um silêncio que diz muito.
Bjs

anamar disse...

Belas fotos com uma mensagem deprimente.

Abracinho, Justine

São disse...

Passei por Peniche duas ou três vezes sem tempo para me demorar.

Quando o grupo com que viajo tinha uma visita programada para ir visitar o Forte, não me foi possível ......:(

Abraço grato

Duarte disse...

Tudo aquilo que limita ao SER, é inadmissível. Estive em Peniche mas não me atrevi a visitar o forte, tem que ser algo deprimente, tenho suficiente com os documentos. Estas estupendas fotos são uma prova evidente dessa realidade.
O barco tem forma se salvavidas, mas imagino que seria para caçar vidas.
A prisão do Porto, hoje Museu de fotografia, alterou-me, e foi para para fins bem diferentes. Mesmo assim deprime. Obrigar a um ser humano a passar por un sitio assim, sem ter cometido nenhuma atrocidade que não seja um ponto de vista diferente, deve ser, humanamente, rechaçado.
Aguardo o demais, que deduzo deves ter agendado.
Hoje mais do que nunca, abraços de vida, querida amiga.

Luis Filipe Gomes disse...

Fui lá antes de ser museu. Preferi não voltar.
Cá fora o dia ofuscante de sol castigador ou o céu de chumbo da tempestade pareceram-me sempre auspiciosos em comparação com o espaço dentro.

M. disse...

Espectaculares estas duas imagens a acompanhar as tuas palavras.

jrd disse...

Também guardei silêncio e voltei para prestar homenagem.

samuel disse...

"Os caminhos da liberdade"...

Isabel Lourenço disse...

Esta visita foi especialmente emocionante!
Foi uma verdadeira lição,para todos aqueles,jovens e menos jovens,presentes.