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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A cidade branca





(...)
"outra vez te revejo,
com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
transeunte inútil de ti e de mim,
estrangeiro aqui como em toda a parte,
casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
no castelo maldito de ter que viver..."
(...)
Álvaro de Campos,Lisbon revisited (1926)(excerto)
.
Carlos Paredes, Verdes Anos