Livre não sou, que nem a própria vida Mo consente. Mas a minha aguerrida Teimosia É quebrar dia a dia Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino. E vão lá desdizer o sonho do menino Que se afogou e flutua Entre nenúfares de serenidade Depois de ter a lua!
Sem dúvida o inverno e a primavera são as melhores épocas para passear à beira-mar:
o areal vazio pertence-nos, a arrogância do mar transforma-se em beleza
inexcedível, a luz suave do fim da tarde apazigua todos os nossos fantasmas
interiores.