sábado, 7 de junho de 2008

Inexistência de muros




A casa, rés ao chão, permite-nos o contacto libertador e primordial com a terra e os bichos.
Mas também tem asas de andorinha em convites insondáveis, e nuvens de pirilampos que, em crepúsculos doces, nos insinuam outros horizontes.
E tem sobretudo a permanência dos amigos que, nos seus voos de cor e ondas de talento nos reinventam a casa, eternizando-a num tempo harmonioso. E derrubando muros.

53 comentários:

Fernando Samuel disse...

Belo!
Csa bonita e apetecível! (só falta aí...sei lá... um gato, ou assim...)

E onde há amigos não há muros...

Beijo amigo.

Anónimo disse...

Ah! Mais uma vez um casamento perfeito entre palavras, imagens e sons.
Como é bom sabermos que este lugar, esta casa, esta gente existe, não é produto de um sonho natural e necessãrio para nos defendermos destes tempos cada vez mais duros
Sim, este lugar existe, a casa está lá e esta gente... é gente de verdade e são nossos amigos.

Assim, continua a valer a pena andar por cá.

Campaniça

Azul disse...

Bom dia Justine. Magnífica casa a sua. E belos os amigos que a pintam tão bem, eternizando-a. Parabéns por ambas as dimensões de si. Beijo e até breve. Azul.

o filho de quem nela nasceu disse...

Estas fotos e este texto comoveram-me. Por mim - e chegava! -, e pelo meu pai que aqui nasceu, nesta casa - em 21.01.1898.
Os amigos que a pintaram, a fotografaram, dela fizeram cerâmicas, a escolha e o texto escrito pela justine, sempre belo e adequado, e - agora e para mim - comovente, dão-me a casa viva, renovada, sem se negar, afirmando-se e confirmando-se. A CASA.
E lembro Neruda e a sua "casa na areia", e o livro sobre ela escrito legendando fotografias.
A casa. O lugar onde. Onde se nasce, se vive, se convive, se ama, se morre, se perpetua o que vivo é. Como tu o estás a fazer, salvando uma andorinha, acarinhando uma flor, colhendo um fruto, fotografando um, perdão, o gato. (A)postando na casa, em nós.
Obrigado.

dona tela disse...

Tenho lá um desafio muito giro.

P.S. Então é assim: Como ainda não sinto categoria para comentar, vou deixando o mesmo recado em todos os senhores(as). Certo??


Até logo.

Anónimo disse...

oh oh!!!
tem tudo isso e 2 corações que nela habitam, grandes, grandes, grandes!!!...
beijocasssssss
vovó Mria

Maria disse...

A casa és tu. E ele.
A casa é uma boa conversa de amigos à roda dessa mesa....

:)))
Dois beijos
(e um ron ron)

mena m. disse...

Que linda a tua casa Justine!
Lindas também as tuas palavras!

A tua casa tem, como algumas que conheço, decerto a aura das pessoas que a têm vindo a habitar, o que lhe dá um toque muito especial!

E inspira os amigos nas suas homenagens!

Ah e claro tem o Mounty, importante não esquecer não vá ele ficar com ciúmes...

Um bom fim-de-semana!
beijinho

mariam disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
mariam disse...

passar por aqui, é balsâmico...

também eu adoro, casas térreas, e campo, e bichos (todos, menos salamandras e osgas)...

bom fim-de-semana

um sorriso (GRANDE) :)

um Ar de disse...

Que saudades senti, dos "tempos" em que vivi, também eu, em lugares, assim: sem muros e com as portas por trancar!...
.
Obrigada pelas palavras, pela recordação e por estas imagens, presentes para ti - Justine - passadas para mim, com Um Ar De sonho longínquo...
.
[Beijo de lembranças boas]

Justine disse...

FERNANDO SAMUEL - fala baixinho, que eu quero ver se este post passa sem o Mounty dar por isso, senão estou "feita":))

CAMPANIÇA- estás a ver as asas da casa abertas? Está à tua espera:))

AZUL - bem aparecida,obrigada e retribuo o beijo

Justine disse...

O FILHO DE QUEM -Vou pedir palavras emprestadas ao Eugénio,"Da maneira mais simples":
"É apenas o começo. Só depois dói,
e se lhe dá nome.
às vezes chamam-lhe paixão.Que pode
acontecer da maneira mais simples:
umas gotas de chuva no cabelo.
Aproximas a mão, os dedos
desatam a arder inesperadamente,
recuas de medo. Aqueles cabelos,
as suas gotas de água são o começo,
apenas o começo. Antes
do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações."

Aproxima-se o "inverno", mas estamos preparados...

Justine disse...

DONA TELA - Sempre a brincar:))Mas já respondi.

VOVÓ MARIA - a generosidade dos amigos dilata os corações :))


MARIA - combinamos a próxima? Ele agradece o ronrons:))

Justine disse...

MENA M. - obrigada pelas palavras, e pela consideração com o Mounty, ele vai ficar encantado contigo!!

MARIAM - e se forem aranhas tipo tarântula? E ratos trazidos vivos para dentro de casa pelo Mounty, para os assssinar à nossa frente??
Beijo :))

UM AR DE - os sonhos podem repetir-se, não podem? Beijo :))

Tinta Azul disse...

São assim os amigos.
Como as casas rentes ao chão.
Saudades [ como a um ar de...]do tempo da porta aberta e da inexistência de fronteira entre casa e rua.
beijos

Duarte disse...

Fantástico, Justine. Que maravilha! Donde está esta jóia?
O instinto da conservação. Considero lógico que se modernizem certas coisas mas sem que percam o encanto original. O tempo passou mas a ideia inicial permanece.
Que bonita a aguarela, ou guache, e o mosaico...
Parabéns, se a casa é a tua, e senão também, por trazê-la aqui.
Não tinham que existir muros em nenhum sitio, para quê? Nem o de Berlim existe!
Bom fim de semana; num sitio assim sem nenhuma dúvida.

poesianopopular disse...

Isso não é uma casa, é um ninho de amor e amizade, que irá perpetuar, os belos exemplares do humanismo que nele viveram, e confraternizam, e sonham, sem muros nem ameias.
abraço

legivel disse...

Casa tão rente ao chão
é prima da natureza
tem decerto um coração
e um gato... concerteza.

E um gato... concerteza
que não se vê na imagem
não lhe está na natureza
fazer parte da paisagem*.

*Um protagonista não faz parte: é a estrela...

un dress disse...

casa: branca casa: cal

como

linho como

lençol

sem muro: sol

[ rubra do vinho

que

me

abr es




beijO

M. disse...

É bom ler-te e sentir-te.

scaramouche disse...

hum... preciso de férias:)

que delicia.

scaramouche.

o filho de quem na casa nasceu disse...

Curioso como dispensaria o Eugénio de Andrade, ou só o aproveitaria como "pretexto" para a tua frase
«aproxima-se o "inverno", mas estamos preparados...».
E nem voltaria atrás, ao poema-pretexto, onde tanto coisa poderia ser repescada, reinventada.
Apenas digo que estaremos a tentar construir o inverno do nosso contentamente, nestes "dias de hoje" onde o vivemos, com os nossos gestos, nesta casa, também onde o convivemos com os amigos, alguns aainda na primavera.
Falta, sempre, qualquer coisa ou há coisas que se intrometem? Ah!, pois falta ou há "a mais"... mas a perfeição existe?

Licínia Quitério disse...

Longo e doce inverno te (vos) desejo nessa casa construída e construtora de histórias que se querem de encantar.

Abraços.

Rosa dos Ventos disse...

E onde é que está o gato Mounty?
Vai parecer-lhe mal não o introduzirem no cenário! :-))

Abraço

mdsol disse...

Justine:
Até me sinto mal se comentar...tal a quantidade de vezes que... mas um dia destes não me fico!
Mais um lindo post
beijos
:))

JPD disse...

Linhas simples e despojadas são sempre atraentes.

Aguardamos pois relatos de convivios aprazíveis.

Bjs

Justine disse...

TINTA AZUL - por aqui ainda temos esses restos de passado tranquilo. Queres comprovar??


DUARTE - esta "joia" fica numa zona bafejada por aparições pouco partilhadas,mas que lhe dá um aura ambígua de santidade(à zona, claro...)

POESIANOPOPULAR - é uma casa-ninho, uma casa-raíz :))

samuel disse...

Sim! Nesta terra ainda há casas assim. Raras, preciosas...

Justine disse...

LEGÍVEL - belo poeta-cantador, o gato não se vê, mas está lá, sempre!

UN DRESS - branca casa sim, e aqui a ordem dos factores não é arbitrária...Belas as tuas palavras


M. - sentirás, também :))

Justine disse...

SCARAMOUCHE - quem não precisa?? :))

O FILHO DE QUEM - a perfeição não existe, mas nós temos a aproximação!

LICÍNIA - um beijo terno pelas tuas palavras

Justine disse...

ROSA - lá atrás, ao cantinho, não o vês? Estava a caçar, não quis aparecer:))

MDOSOL - só estou à espera que digas a data ...e nem precisas de vir com a prima:))


JPD - pois relatos serão feitos!


SAMUEL - se raras, para partilhar...:))

jasmimdomeuquintal disse...

Parece-me muito acolhedora a casa do résdochão...
bjocas

Idun disse...

há gente que entende e ama o "coração" de uma casa. e a casa, sentindo-se bem amada, sabe corresponder aos afectos que lhe são dispensados. que no inverno crepite, sempre, o fogo na lareira, e que, se necessário for, os habitantes e amigos construam invisíveis muros que preservem o mundo que é a vossa casa, da hostilidade dos tempos.

marradinhas

L & E disse...

Sem muros, muito bem...


um abraço.

Justine disse...

JASMIM - é a nossa concha, onde se reproduzem flores e amizades.


IDUN - sempre sem muros, por causa do Mounty! Tu sabes como a liberdade é importante para vocês :)) Uma festinha

L & E - e erguendo os olhos, alargá-los a todos os horizontes!

Auréola Branca disse...

Certa vez, visitei uma cidade do interior no período festivo de São João. Notei, tão logo, que as portas estavam abertas e que eu era bem recebida em qual casa entrasse. Naquele povo havia a magia sincera de despreocupação e receptividade.

Os muros não haviam. A maldade não havia.

Abraços.

Pitanga Doce disse...

Tens amigos talentosos. Ainda ontem vendo o Querido Mudei a Casa apresentaram lá um jardim que não chega aos pés do teu. Talvez porque faltasse lá tu e teus amigos. A casa somos nós quem a fazemos e existe uma diferença básica entre casa e lar. Numa casa, mora gente. Num lar vive, gente. Percebeste a diferença?

beijos Justine e tens um lar muito lindo.

Justine disse...

AURÉOLA BRANCA - é uma pena estar a desaparecer essa capacidade de confiar nos outros. Aqui, pela aldeia, ainda há restos dissa postura.


PITANGA - é isso mesmo, a casa pode ser o nosso universo, se lá estiverem também os nossos amigos.
Beijo

busillis disse...

Viva :)

Hoje é dia da minha apresentação!
E aqui estou.
Espero a tua visita...se quiseres!

dona tela disse...

Andei na passeata. Gostei.

Uma noite descansada.

Duarte disse...

Quando queres falar muito sem dizer nada, querida Justine, es mestra. Mas donde fica dita zona? Imagino que no Norte, mas para que lados? Sem dizer o sitio, não te assustes que ainda não vou aparecer este fim de semana!
Tudo isto não é mais do que uma simples brincadeira. É só a curiosidade, de saber por donde parava recanto tão lindo, desse belo jardim à beira mar plantado, que é o nosso PORTUGAL. Com coisas tão lindas, como essa. Como me saiu isto!!!

Um grande abraço

Justine disse...

DUARTE - pensei que pudesses descobrir, pelos indícios que dei:)) Fica na região de Fátima, num dos sopés da Serra d'Aires, que é lindíssima. E eu percebi a brincadeira, antes disso vou eu aparecer em Valência!!
Abraço

Sal disse...

A casa é linda.
Mas os seus habitantes são mais.
E cada vez gosto mais de "vocêses".
(Nos tempos que correm é tão raro conhecer pessoas como tu/vós...)

beijinhos

mariam disse...

Olá de novo
deixei um coment. no seu "Calor, de várias fontes ", de Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

bom resto de semana
um sorriso :)

jasmimdomeuquintal disse...

Gosto muito do teu Mounty.
Também adoro a foto do gato que abre o jasmim; lembra-me que nunca oro nem agradeço a deus o suficiente.

Justine disse...

MARIAM - Obrigada pelas várias hipóteses de nome para as brancas flores perfumadas :))

JASMIM- o Mounty agradece, com um ronrom!

Um Momento disse...

Belissima casa... Belissimos quadros...
Belissimos sentires ao ler

Um beijo!

(*)

Lúcia disse...

Uma casa é a cara de quem a habita. Não é? Essa tem bons ares...
Beijo

GR disse...

Esta CASA tem algo muito especial!
É uma CASA com memória,
Muito harmoniosa e tão acolhedora
É um espaço de cultura, olhares, palavras e afectos.
Lindo post.
Um grande bj, para quem lá mora.

GR

pinguim disse...

Parabéns pela magnífica casa.

jawaa disse...

Truz... truz... Posso entrar?

«Das coisas que competem aos poetas
oh as casas as casas o valor do vento
nada consta
peregrino hóspede sobre a terra
um quarto as coisas a cabeça onde só
o silêncio é soberano...»
Ruy Belo

Um abraço, o espaço, a casa é linda!

APC disse...

Belo momento, belo sentimento.
E a casa, alva, livre, luminosa...

E um abraço.