sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Anoitecer





Por vezes não é mais do que uma sombra
no soalho à frente do teu passo.
Por vezes dizes - vai-te
e arredas a cortina.
.
Por vezes tem contornos de animal
cansado e ferido.
Não sabes se avançar se recuar.
Não sabes se gritar se emudecer.
.
Do anoitecer não te falou o berço.
.
.
De Pé Sobre O Silêncio, Licínia Quitério
.
Valsa nº9, Chopin,( V. Ashkenazy)



25 comentários:

Daqui e hoje que é manhã disse...

Não sei quando terás escolhido o poema (belo e surpresa), não sei quando terás escolhido a música (de sempre e sempre bela), não sei, não sei nada, hoje e aqui...
Mas sei que a mim tudo chegou no momento certo, neste lugar certo, nesta hora incerta deste País e sítio tão incertos.
Tudo? Sim, tudo. Tudo menos o tudo que às vezes falta.

Um beijo

Paula Raposo disse...

Gosto muito de ler a Licínia. Bela escolha e fotos muito bonitas. Gostei muito. Beijinhos.

Satya disse...

Que jeito bom de começar meu dia!

pinguim disse...

Obrigado por me "apresentares" um novo poeta, e logo com música de Chopin, como fundo...

BlueVelvet disse...

Porque será que há blogs onde antes de entrar já sei que vou encontrar algo inusitado e belo?
A inspiração não está só no que se escreve, mas também no que se escolhe.
Beijinhos

Fernando Samuel disse...

Chega, pé ante pé, com o silêncio...

Um beijo.

Humana disse...

música, imagens e palavras, em conseguida harmonia.

abraço, justine

M. disse...

Muito belo!

greentea disse...

hoje também estou assim

não sei se gritar se emudecer!
estou cansada e ferida !!!!!!!!!!!!!!!!

Violeta disse...

às vezes estamos assim...
bom fim de semana

Maria disse...

Ficava aqui a olhar este anoitecer. E a ler Licínia.
Ficava, se pudesse. Como não posso, deixo-te um grande abraço...

JPD disse...

Muito bonito.
Belíssima poesia.
Parabens por ser teu privilégio a edição desta qualidade.

intimidades disse...

e diso mesmoq ue preciso

de me atirar de cabeca :)

lindo posto linda poesia

Jokas
Paula

anamar disse...

Não conhecia Licínia...
Obrigada.
Vou procurar...
Bfs

bettips disse...

A Licínia
que honra a nossa de ela saber "dizer-nos com ela, de outra maneira".
Até nos apresentou Clarisse a desfolhar albuns
Um beijinho, bom mar/bons ares/arredemos a cortina...

Lilá(s) disse...

Senti-me embalada no "teu anoitecer"
Bjs

Duarte disse...

Estes acordes do piano... que relaxantes. Chopin tinha que ser!
Boa eleição poética, muito adequada ao conjunto da trilogia.
A luz quer ver um horizonte ameaçador, nem parece outono... boa fotografia.

Um grande abraço

Rosa dos Ventos disse...

Eu chamo-lhe, a estes momentos, "a hora do lobo"...
É assim uma espécie de melancolia, de solidão e de doçura!

Abraço

utopia das palavras disse...

Aqui hoje me encantei...até ao anoitecer!
Tudo perfeito, as palavras de Lícinia, a música e a excelente foto.

Muito bom!!!!

Sofá Amarelo disse...

O anoitecer prenuncia o serenar dos sentidos... ou o despertar de outros sentidos...

poetaeusou . . . disse...

*
palavras chopinadas
na musicalidade de Licinia,
,
optimas escolhas,
,
conchinhas musicais, deixo,
,

Vieira Calado disse...

Sempre muito belos, elegantes,

os seus poemas.

E então a ouvir Chopin...

Bom resto de Domingo!

Bjs

Arabica disse...

Justine,

cheguei agora do blog da Licínia, onde lhe perguntei por Clarisse! :)
De uma grande sensibilidade, a sua escrita desvenda os momentos que tantas vezes vivemos sem dar adjectivos. Gosto muito.

E de ti também :)

Beijinhos neste domingo quente.

MagyMay disse...

"... E por vezes, encontramos de nós em poucos meses o que a noite nos fez em muitos anos... E por vezes fingimos que lembramos..."

(Belo o poema da tua amiga e bela a tua escolha, Justine...)

mfc disse...

... e contudo anoitece-nos a todos!
Um poema sério e lindo...