segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Poesia, sempre


Vidro Côncavo

Tenho sofrido poesia

como quem anda no mar.

Um enjoo.

Uma agonia.

Sabor a sal.

Maresia.

Vidro côncavo a boiar.


Dói esta corda vibrante.

A corda que o barco prende

à fria argola do cais.

Se vem onda que a levante

vem logo outra que a distende.

Não tem descanso jamais.

.
(António Gedeão, Movimento Perpétuo)
.
Vivaldi, violin concerto op.3/6



49 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Encontrar-te a ti e a Gedeão logo de manhã é um privilégio para quem se sente na margem ou à margem...da vida!

Abraço

Patti disse...

Não serão estas dores de quem ama a escrita, todas iguais?
Grande Gedeão e grandes palavras.

anamar disse...

Obrigada, Justine...
Para começar o dia, muito bom.
:))

pinguim disse...

E música (boa) também...
Beijinho.

Maria disse...

Não me divido entre a poesia e o mar. Fico com os dois, preciso de ambos para respirar!
Bom dia, Justine!

Si disse...

Rendo-me às palavras de um dos meus poetas favoritos, que me deixa sempre sem fôlego pela simplicidade desconcertante da sua escrita.

O Puma disse...

Boa memória

poesia sempre

intimidades disse...

lindissimo

Jokas
Paula

Pitanga Doce disse...

Por enquanto ainda não me dói nada.
Estou anestesiada com tudo de bom que vivi.

beijos em tarde amena

Arabica disse...

Justine

acho que apanhei a "onda errada" porque nem cheguei a partir.
:)

Enquanto aguardo novas ondas e novos ventos, que o Gedeão me ajude!!

Beijinhos e uma boa semana!

JPD disse...

Uma delícia.
Excelente escolha.

Paula Raposo disse...

Uma maravilha de poema. Música linda escolhida! Muitos beijos.

GR disse...

A poesia, a música e a fotografia,este blog é...SUBLIME.
Parabéns.

Bjs,

GR

Duarte disse...

Tudo é belo, os versos, os violinos... ritmo e harmonia...

Este poema recordou-me outro, "Canoas do Tejo", que tão magistralmente canta Carlos do Carmo.

Gostei muito de tudo.

Beijinhos de boa amizade

Rui Fernandes disse...

Assustei-me quando o Vivaldi esgrimiu o arco do violino na minha direcção. Foi cá um deste sustos! Afinal vinha só para te dar um beijinho e matar saudades.

mena m. disse...

Faz bem mergulhar os olhos e os sentidos em tanto mar ao som de Vivaldi!
Lindo!

Beijinho

Azul disse...

Este poeta António, teve muitas vezes o condão de me tirar as palavras da boca (salvo seja). "Tenho sofrido poesia", como quem sofre de vida a mais! Beijos e obrigada pela visita.

belíssimo violino...

Fernando Samuel disse...

Lêem-se os primeiros versos e sabe-se logo que é Gedeão: por que será?...

Um beijo.

Teresa Durães disse...

os movimntos perpétues que nos fazem oscilar

Sofá Amarelo disse...

Só António Gedeão podia dissertar assim sobre as ondas do mar..

vovó disse...

Amigaminha!

desculpa o comentário ser (quase) sempre o mesmo, mas averdade, é que o bom gosto, pacifíca-me a alma! é o que me acontece, quando aqui entro nesta tua casa, :)...
beijocasssss
vovó Maria

MagyMay disse...

Poesia em azul... do mar que bate na rocha.
...lindíssimo!!!

Encantas sempre Justine

hfm disse...

Belíssimo!

samuel disse...

E o que eu gosto deste poema, na sua forma de micro cantiga, musicado pelo José Niza?

Abreijo.

legivel disse...

... é uma dádiva dos céus (ainda bem azuis!) visitar este "quarteto". O mais exigente visitante não pode querer mais:

- Ouve-se Vivaldi
- Lê-se Gedeão
- ... e salpicam-se os pés na espuma do mar.

Só falta o Mounty a fazer surf...

Licínia Quitério disse...

O mar, o poema, a música. Tentações e também perdições.

Um prazer estar aqui.

Beijo.

José Neves disse...

O Colectivo de Estudantes pela Paz e a Equipa Promotora de Lisboa da
Marcha Mundial pela Paz organizam no próximo dia 6 de Novembro um
Jantar/Convívio com animação musical e poesia. Esta iniciativa
pretende juntar, num ambiente descontraído e de convívio, todos
aqueles que se têm ao longo destes meses empenhado na divulgação da
Marcha Mundial pela paz e não-violência, bem como, todos aqueles que
têm como objectivam maior a construção de uma sociedade de Paz e de
progresso social. O jantar será na BOESG (Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral) na Rua das Janelas Verdes 13 - 1º esq.(Santos) - Lisboa - às 19h30



Contamos contigo, confirma a tua participação!



Preço: 5euros
A ementa: Entradas, pão, prato principal, bebidas e sobremesa.
Música a cargo do Jovem Martim e Sessão de Poesia com o Poeta José
Fanha e com a Atriz/Encenadora Fernanda Lapa
Confirmações: Até dia 4 de Novembro para jlgalamba@gmail.com / 96 238 36 95 / 91 276 83 93

Luis F disse...

Como muito bem diz o título

"Poesia sempre"

Parabéns pelo poema e pelas magníficas palavras

Luis

Lilá(s) disse...

Poesia e Gedeão fazem parte dos meus encantos...
Bjs

Violeta disse...

querida Justine
Adoro Gedeão, mas este poema não conhecia.
Obrigada!

Nilson Barcelli disse...

Escolheste um excelente poema, de um poeta que admiro.
Da música, nem falo. Gostei imenso.
Querida amiga, bom fim de semana.
Beijos.

Arabica disse...

Bom dia, Jardineira!

E se a força natural do mar
tende a levar-nos,
temos que acordar em nós
a força do regressar ao cais.

Para voltar a partir.

Beijos e miaus, bom fim de semana!

hfm disse...

Eterno movimento - o mar. Belíssimo!

tulipa disse...

OLÁ JUSTINE

Concordo contigo:
POESIA...SEMPRE.

António Gedeão e Vivaldi uma associação perfeita!!!
Parabéns pela ideia e obrigado pela partilha.

Inscrevi-me num concurso que desafiava os munícipes a participar numa colectânea intitulada “Poetas Nossos Munícipes”, publicada pela Câmara Municipal da Moita.
Esta edição resultou de um desafio lançado pela autarquia, no início do ano, a todos os munícipes com mais de 14 anos com gosto pela poesia, para apresentarem os seus poemas.
A "grande surpresa" foi um dos membros do júri, o escritor Alexandre Castanheira, ter escolhido um dos meus trabalhos para ler ali, publicamente, diante de um auditório com 150 pessoas.
Convido-te a espreitar.
Bom fim de semana.
Beijinhos.

Pitanga Doce disse...

Justine podes ir ao Réstas de Sol ver o post que a Laura fez em cima da músicca do Roberto Carlos, Flando Sério? Ela faz poemas lindos e pede que eu anuncie.

beijos da Pitanga

M. disse...

Gosto muito. Límpido este azul.

segurademim disse...

... a espuma estimulante branca sobre o azul

deixo-me embalar no vaivém doce da música
o barco de papel funciona por ora

Lídia Borges disse...

O "movimento perpétuo" nas ondas de poesia...

L.B.

Vera Y. Silva disse...

Mas a poesia também pode ser um remédio contra o enjoo.

Laura disse...

Olá, gosto muito da pitanguinha e lendo sobre o brilho dela, de certeza que não era brilho de engraxar sapato...imaginei, e imaginar é comigo, assim, que o brilho dela se mantenha para sempre..Obrigada pelo miminho, laura

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

justine , que gosto vir ao encontro do quarteto e encontrar gedeão , poesia e mar !
abraço
____________ JRMARTo

intimidades disse...

eu tentei yoga uma vez, nao tenho paciencia hahah

Jokas

Bom fim de semana

Paula

com senso disse...

Como diria Gedeão, "todo o tempo é de poesia".
Gedeão cuja antologia bebi nos meus tempos de juventude, sendo este um dos poemas, a par do poema dedicado ao Natal e à Lágrima de Preta, um dos meus favoritos.
Para além disso a música barroca aqui "cai" magnificamente!

poesianopopular disse...

Rómulo de Carvalho, e a genuinidade das palavras e das coisas, como os nectares!
Obrigado amiga, B..inho!

mfc disse...

Sente-se o vai e vem das ondas neste poema dele.
Um poema que parte do mar para a vida...

Idun disse...

o poeta sofre de poesia e eu ando a sofrer de amores. e mais não digo, que ainda estou toda baralhada com as emoções que experimentei na quinta-feira passada.
marradinhas, bela justine.

Henrique Dória disse...

Gostei de aqui vir e ler do melhor Gedeão.Beijos
PS: fabulosa Justine

Lúcia disse...

Há poemas com movimento. Como este do Grande Gedeão.

Afranio do Amaral disse...

Sou Afranio do Amaral, e morro e renasço para seguir fugindo de mim.
Cumprimentos.