
Há sempre um velho Cinema Rex nas cidades visitadas. Este é em Lárnaka.
Na praceta onde começa Odos Lidras, em Nicósia, também há reformados.
Os passeios são utilizados para conversas amenas entre vizinhos
E as vizinhas discutem receitas, enquanto os gatos preguiçam ao sol.
Ainda em Nicósia, um convite irrecusável para tomar uma infusão
Impossível não imaginar uma história de vida para este homem...
Quotidianos quase serenos!
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Nocturne No.20, "Reminiscences", F.Chopin( Maria João Pires)
26 comentários:
Um discreto passeio algures em Chipre (algures porque não conheço nenhuma das cidades...) ao som do piano da nossa pianista de Belgais...
Há um cinema Rex nas minhas memórias dos quotidianos pouco serenos.
Abraço
Olá, Justine
Bela reportagem fotográfica sobre Chipre.
As amenidades mediterrânicas estão lá.
(Gosto do Chopin. Acho excelente e adequado à edição)
Bjs
O cuidado da música, dos registos fotográficos e dos belíssimos textos. Não há dúvida, o mais belo Blog da Blogosfera.
BJS,
GR
...adormecemos na pauta e caminhamos em osmoses de notas musicais apelo...nesta viagem onde recordamos encontros...
E que bem que os captaste! O "quase" é tão evocativo. "Quase" tanto quanto o "sereno" :)
Abraço.
É tão bom passear em boa companhia.
Um abraço,
mário
Fico a pensar no que estará por baixo desta aparente serenidade...
Abraço
A reportagem fotográfica está perfeita, enquanto a legenda completa!
Estou a gostar da viagem, há mais?
Bjs
Já fiquei com vontade de lá ir!
Beijinho
Reportagem muito boa. Ótimas fotografias, música a condizer.
Mas por baixo da aparente tranquilidade, quanta amargura!!!!!
Um beijo.
Viajar em busca do "outro" reforça a nossa identidade. Afinal não somos assim tão diferentes...
Belos registos.
Um beijo
Tudo pelo melhor
Bjs
É um prazer viajar contigo deste modo. As palavras e as imagens, dentro da sua "suficiente economia" dizem tanto! Com a arte de nos fazer imaginar para lá do que vemos e lemos.
Afinal as cidades repetem-se e, mesmo sem as conhecermos, podemos senti-las como nossas. Nas casas, nas gentes, nas misérias e nos sonhos. Tão bom viajar contigo assim.
Não há dúvida que o Chipre é bem perto de nós!
Sem dúvida, Justine. Dir-se-ia "quase perfeitos" se não fosse a realidade... Já a harmonia entre a tua composição e a de Chopin, essa sim, apresenta-se-nos absolutamente irrepreensível.
Um abraço.
Um dia seremos de novo crianças
em viagem pelo belo
Bjs aos dois
A arte de encontrar a serenidade dos quotidianos de mão dada com a intranquilidade do tempo medido em décadas (que digo eu? em séculos, em milénios).
A sorte de o viver e de o poder viver de novo. Aqui.
Pareceria qualquer "lisboa", bairros e jardins, nessas imagens! Onde os quotidianos parecem quase serenos.
(não fora em Chipre a faca que os desuniu e fez desaparecer tanta gente).
Eu me sentiria em casa nesses lugares. Muito bem retratados os recantos e pessoas.
Abração.
ruas (enganadoramente ?) calmas, como nunca cosigo ver já na minha Lisboa.
e que saudades do antigo cinema Rex, agora uma sapataria ou outra qualquer coisa, já nem sei bem...
Reportagem magnífica, Justine!
E eu a parar cada vez menos nos blogues... isto tem de acabar! Há-de acabar!
Um beijo.
«Sair do comboio no Rossio, passar o Martin Moniz, entrar na Rua da Palma, (naqueles tempos, anos 60, sempre a pé...)ver o Rex à esquerda, perto uma garagem com «carreiras para a Beira». Mais acima, já Almirante Reis, o Rox, depois sapataria tal como o Rex . E também Teatro Laura Alves... Ou tudo isto está tão distante, tão baralhado, tão confuso???»
Isto contou-me o dono. Será só sonho?
A Gatinha
Os acordes da Maria João parece que facilitam o seu sono, profundo mesmo de dia.
Uma imagem que se faz peculiar aqui e além.
Por momentos senti o ar mediterraneo das ruas do Grao de Valência. Hoje mais do que nunca...
Um grande abraço, querida amiga
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