sábado, 7 de fevereiro de 2015

Receita para fazer um herói



Receita para fazer um herói
 
Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim.
Serve-se morto.
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Reinaldo Ferreira
(in Poemas, Livro I, Um voo cego a nada)


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Nocturno Op.32, No.9 (Il lamento e la consolazione), F. Chopin (Maria João Pires)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ilha do Maio - as gentes


São atrevidos, responsáveis e alegres


São trabalhadores, corajosos e persistentes

 
São belos, cultos e orgulhosos

São as gentes do Maio!

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Luís Morais, 1996


domingo, 25 de janeiro de 2015

Ilha do Maio - as cabras

 
 Constituem a principal riqueza da maioria da população


São corajosas, elegantes, inteligentes


Alimentam-se de terra, pedra e vento


São as cabras do Maio!
 
 
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Luís Morais, 1996
 


domingo, 18 de janeiro de 2015

Ilha do Maio - as árvores


Fornecem importante suplemento da dieta familiar


Contribuem para a economia , deixando-se transformar em carvão


E são muitas vezes obras de arte, esculpidas pelos ventos
 

São as árvores do Maio!

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Luís Morais, 1996


domingo, 11 de janeiro de 2015

Desafio



A liberdade, desafiando a repressão
 com trinados e alegria!

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Sur l'infini bleu, Anouar Brahem




segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Linguagens Tecidas




 
 
Uma pitada de sociologia,
um pouco de antropologia,
bastante de etnografia e muito, 
 muito de trabalho feminino!
A tradição dos ikats nas ilhas indonésias :
 uma excelente exposição,
rica em beleza e ensinamentos.
 
( no Museu do Oriente até 25 de Janeiro 2015)
 
 
 
. Valse Brillante, op.34/1 B94 F. Chopin (V.Ashkenazy)
 
 
 
 
 
 
 


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS


Em nome da DonaMinha e do FazdeDono,
que andam muito atarefados sei lá com quê,
(e é melhor nem saber...)
 venho desejar a todos os amigos umas muito
 BOAS FESTAS!
E agora vou para dentro, que está a arrefecer.
Até para o ano!

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Boas Festas, Luís Morais 1996