Cidade reinventada pelos Medici a partir do século XV, berço do Renascimento italiano, é um museu a céu aberto. Esculturas dos maiores em cada esquina, catedrais e palácios que são obras de arte recheados de obras de arte dos melhores. Paraíso dos viajantes culturais, não fossem as gigantescas multidões de turistas que se apressam, tudo olham e nada vêem!
Florença é uma enciclopédia que se folheia rua a rua,
casa a casa, museu a museu, esquina a esquina.
E a emoção sentida em frente de cada obra de arte é uma quase embriaguez de beleza...
Cidade viva, vivida pelas gentes da cidade, que fazem o favor de receber bem os viajantes abrindo-lhes as universidades, mostrando-lhes os mercados e as esplanadas, convidando-os para as feiras de livros, revelando-lhes o segredo das ruelas medievais onde nos perdemos e nos encontrámos.
A alegria do património preservado, utilizado, apreciado.
Livre não sou, que nem a própria vida Mo consente. Mas a minha aguerrida Teimosia É quebrar dia a dia Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino. E vão lá desdizer o sonho do menino Que se afogou e flutua Entre nenúfares de serenidade Depois de ter a lua!