domingo, 14 de outubro de 2007

Sinais do tempo

A amenidade deste "verão indiano" pode levar-nos a imaginar que estamos mais perto do outro equinócio do que daquele que passou há um mês, mas a natureza não se engana, e aqui fica um sinal claro do tempo real, telúrico.

7 comentários:

Naeno disse...

AO TEU OLHAR

Ao teu olhar que nunca me disse um não,
A ele, porque o mundo precisa, a luz,
Que rastreará todos os recantos e guiará
Os fracos de visão, os que não vêem
Pelos orifícios onde a vida penetra,
Por onde o amor se manifesta, a lua,
Que dele depende para ser tão clara,
Ao teu olhar, uma lágrima que banha,
Cairá um dia, e verás que o dia,
Virá toda claridade e veremos tudo,
Até o que não se deseja ver.
Ao teu olhar o meu se inclina,
Diante do lume intenso, numa neblina,
De estrelas cadentes todas que não cairão.
Ao teu olhar me mostro, quem sabe um dia,
Me verás inteiro como sou, um outro olhar
Fixo no teu, amando o teu, dentro do teu.
Ao teu olhar migalhas cairão ao chão,
E não colherás nenhuma
Porque julgarás pouco, e por não sobrar
Uma sombra por todo o deserto,
Se cumprirá e que desscanse ao teu olhar.

um beijo
Naeno

Rosa dos Ventos disse...

É verdade...
A azeitona já está preta
Já se pode armar aos tordos...

Abraço

GR disse...

Ninguém ria muito alto, mas pensava que eram ameixas!!!
A “rosa-dos-ventos” fala em azeitonas?
Seja o que for, tem bom aspecto e mais uma bonita foto!

GR

Maria disse...

Pela folha são azeitonas.....
Mas percebo pouco disso...
Boa semana, e um beijo

Justine disse...

São azeitonas, minhas senhoras, sinal que o frio se aproxima.
Boa semana para todas

Justine disse...

Naneo, nunca pensei que um ramo de oliveira, com seus frutos outonais, inspirasse um poema de amor. Mas que sei eu dos caminhos da inspiração?

está assinado disse...

Aí, justine, desculpa lá mas não estou de acordo contigo.
Quando o amor existe (mas aquele, o cretcheu, o meu por ti), aquilo que o teu olhar capta e me oferece reaviva-o. Evidentemente que não o faz nascer, nem a poemas espúrios, mas abre as comportas da admiração e da ternura que estão associadas ao amor. Admiração e ternura que podem existir sem que amor haja, mas que, havendo amor, maiores (ou diferentes) são.
Isto diz o
mountolive