sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Al-Iskanderya (Alexandria) - a real e a mítica VII


Não sei se a vi bem, à cidade. Nos corredores da minha memória levava a Alexandria ficcionada nas páginas empolgantes do Quarteto de Alexandria de Lawrence Durrell; levava ainda na minha bagagem interior as descrições apaixonadas de E.M.Forster, e a cobrir tudo, como um manto de impossibilidades, a poesia de K.Kavafis.
Por ela caminhei, por esta cidade inesperada, controversa, indecifrável. Vi nos seus edifícios os sulcos dos tempo; vi nos seus museus o passado arrebatador e inverosímil; vi nas suas ruas o frémito de todas as incertezas futuras.
Durante uma semana vivi esta cidade num misto de vertigem, ironia e lucidez. Mas não sei se a vi bem, à cidade. Sei apenas que regressei alexandrina para sempre.
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Almost like being in love, Sonny Rollins with The Modern Jazz Quartet









27 comentários:

Testemunho... disse...

... para sempre, o que já eras!

Fernando Samuel disse...

Viste, viste-a bem, à cidade - por isso regressaste assim alexandrina...

Um beijo.

pinguim disse...

Quem é aquela Senhora, na primeira foto?
Alexandria?

Licínia Quitério disse...

Sem dúvida. E despertaste em nós o desejo de também o sermos.

Beijos.

Zélia Guardiano disse...

Justine, minha querida alexandrina
Puro encantamento este seu post.
Lindo demais!
Tanto o texto como as imagens me fazem tirar o chapéu.
Enorme abraço, querida

Maria disse...

Apaixonada, confessa-te.
E deixaste-me um desejo enorme de conhecer Alexandria...

:))

Sara disse...

E depois há as cidades que se amam à primeira vista, embora, como dizes, esta visita tenha sido enformada por antecedentes poderosos.
É provável que se imponha um regresso: para a metabolizar ainda melhor :)
Bom fim-de-semana!

Henrique Dória disse...

Os que amam a cultura serão sempre alexandrinos.Beijos

M. disse...

"Almost like being in love"...

intimidades disse...

Alexandria e o que nos desejamos e sentimos na altura, e a magia da cidade

Beijos
Paula

Duarte disse...

Uma imagem a contraluz que significa um até breve.

Nesse olhar do adeus, está o até já, que as tuas palavras potenciam com adjectivos que expressam a melancolia na despedida e a esperança no regresso...

Um grande abraço, querida amiga

Benó disse...

Esteve sempre vento como nesse dia da fotografia? Pela inclinação das palmeiras soprava vento forte.
Por todas as informações que nos deste deduzo que ficaste maravilhada e tudo correspondeu às expectativas. Ainda bem Justine, é agradável quando o fim justifica os meios.
Um abraço.

augusto, um entre mil disse...

também indecifrável...
qualquer amor tem um pouco isso...

e o fazer-nos sentir incertezas futuras...

é um amor que vai perdurar nesse coração

umas vezes mais aceso
outras escondido debaixo das cinzas

mas cinzas que nunca estarão frias...


pois, alexandria para sempre.

OUTONO disse...

Agradeço-te o desejo, que me inspiras nesta viagem...por aqui mostrada!

Lilá(s) disse...

Pelas imagens parece-me que foi bem vista e palmilhada.
Bjs

tulipa disse...

Só hoje pude voltar a fazer um post, mas tive que fazer de uma forma como "NUNCA antes tinha feito"...
isso originou que eu não posso escolher o tipo de letra, justificar o texto,
escolher a cor da letra, enfim...
um sem número de diferenças que não me agradam, de todo.

Quem sabe, não será este o ponto de partida para eu "desistir" da blogosfera...

Peço desculpa a quem me visita, se a aparência do post não for a mais aceitável, mas...muito sinceramente, não consigo fazer melhor.

Bom fim de semana.
Abraços outonais.

BELA VIAGEM POR ALEXANDRIA.

Rosa dos Ventos disse...

Já ias alexandrina e voltaste ainda mais alexandrina! :-))
E ajudaste-me a ficar um pouco alexandrina! :-))

Abraço

Graciete Rietsch disse...

Só sei dizer que achei lindíssimo o texto.

Um beijo.

São disse...

A Alexandria não cheguei a ir, infelizmente!

Uma boa semana.

Barbara disse...

Alexandrina vertiginosa.
Viu só não - sentiu.

Pitanga Doce disse...

E Justine retorna às páginas do livro. Mas foi tanto azul!

beijos pitangueiros

Anónimo disse...

Adivinha-se um sorriso
calmo, de cumprido o mandato de ver esse mundo
e vivê-lo.
Olhar Alexandria como numa perspectiva de séculos.

(também nós a vivemos contigo e o imaginário tornou-se mais perto!)
Bjinho da Bettips

Alien8 disse...

Justine,

Não terás talvez visto a Alexandria do Quarteto, mas eu estou a ver daqui a Alexandria que tu viste. E gosto muito!

Um beijo.

tulipa disse...

Tenho-me queixado de não estar satisfeita com as novas regras de fazer um POST.
Aqui têm o meu último post e vê-se muito bem a diferença entre o anterior e este último.
Blog "MOMENTOS PERFEITOS":
Enquanto, no formato anterior eu podia colocar mais do que 1 foto, agora não permite colocar mais fotos, apenas UMA;
Enquanto, no formato anterior eu podia justificar o texto e ficar com uma excelente apresentação, agora fica completamente desorganizado, sem nenhuma apresentação;
Enquanto, no formato anterior eu podia escolher o tipo de letra, tamanho e cor, agora nada disso posso fazer...fica como o Blogger quer e EU NÃO GOSTO.

Daí que esteja a perder todo o interesse em continuar a fazer posts e tenho vontade de desistir da blogosfera.
Peço desculpa a todos que me acompanham, mas isto NÃO É ACEITÁVEL.

Se me puder "ajudar", agradeço-lhe.
Beijinhos da Moçambicana.

anamar disse...

Há quem tenha sentido o contrário, ainda bem que não contigo... e depois "alexandrina", já é um nome raro...
Saudades :))

R. disse...

Há sítios assim, que nos conquistam e deixam uma marca indelével. Aderem a nós ou nós a eles.

:)

nuno leite disse...

Que prazer ver-te sonhar, voar, viver... Sinto essa alegria, qual felicidade. So te poe mais bonita, se fora possivel...