segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Es pino!



 

 

 
  


 
É cidade simples e fácil, com uma teia de ruas paralelas e perpendiculares (irmanando  nesse aspecto com Havana e Nova York, pois claro!); tem o mar como seu polo e cerne, tanto na arte xávega como no turismo, duas das principais actividades económicas; já foi cidade industrial importante, de que hoje apenas restam vestígios. 
 
 
 
 Orgulha-se ainda de possuir estruturas culturais invejáveis, e uma arquitectura do século passado digna de apreço - a mercearia da Rua 19, só ela (bom, juntemos-lhe também a feira das 2ªs...) justifica uma visita prolongada à cidade...
Tudo isto, envolvido pela ternura e generosidade dos amigos que nos abriram os braços e a sua terra, fez desta visita uma estadia inesquecível.

 

E ao mar, rico e perfumado, se volta sempre. Dizem que por causa dele a cidade tem o nome que tem: dois náufragos galegos, salvos de morte certa por se terem agarrado a um tronco de árvore, já na praia discutiam que árvore era aquela que  lhes salvara a vida - es castaño, dizia um, enquanto o outro afirmava, convicto - es pino! Es pino!
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F. Chopin, waltz for piano no.7(V.Ashkenazy)


22 comentários:

jrd disse...

Fotos, texto e musica. Simetrias.

Benó disse...

Belas fotografias nos ofereces. Como se chamam os nativos dessa linda cidade que tão bem descreves?

Justine disse...

Pois são os espinhenses, Benó! E os pescadores descendentes do grupo de pescadores que se diz ter fundado a cidade há uns cem anos, vindos da região de Ovar, ainda hoje são chamados vareiros.

lino disse...

Belas imagens! Não vou lá há mais de 40 anos e tenho pena.
Beijinho

Mar Arável disse...

Equilíbrios na assimetria

Bjs

Benó disse...

Obrigada, Justine. Estava indecisa entre espinheiros ou espinhenses. Uma boa semana.

GR disse...

Espinho através do teu olhar é mais bonito.

Sim, são vareiros. Contudo, pronuncia-se "BAREIROS"

Belas fotos.

Gd BJ,

GR

Anónimo disse...

Sendo eu um dos visados na ternura e generosidade(que exagero), recomendo uma visita. Ainda ontem o meu sobrinho de 5 anos, viu pela primeira vez, sair a rede com o mais variado tipo de peixe... ficou fascinado.
Alex

Luis Filipe Gomes disse...

Não conheço Espinho.
"Onde as ruas não têm nome."
Terei de me perder na quadrícula um destes dias.

Justine disse...

Luís, impossível perderes-te na quadrícula: as ruas pares são paralelas ao mar, as ímpares são as perpendiculares! E tudo a cheirar a mar...

Rosa dos Ventos disse...

De novo o mar e desta vez de Espinho!
Não conhecia a história do nome...:)
Lindo!

Abraço

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Foi como se me tivesses proporcionado uma viagem ao passado. Enquanto lia, ouvia a música e via as imagens, fui recordando a minha infância passada nesses areais e noutros muito perto.
Quando era miúdo não gostava de Espinho, mas hoje volto lá com alguma frequência. Quanto mais não seja, no comboio que quinzenalmente me leva e traz do Porto.

Graciete Rietsch disse...

Lindo este texto. Ao lê-lo fiquei a gostar mais de Espinho onde eu ia muitas vezes, de comboio, com a minha filha mais nova, apesar de o mar ser um pouco traiçoeiro.
E lá também tenho dois ótimos amigos.

Um beijo.

anamar disse...

Conheço mal... Como Carlos Barbosa , sinto a cidade no comboio.

Sorte a tua, Justine.
E Cascais, para quando???

Beijo grande

Lilá(s) disse...

Não conheço mas, vou pesquisar. E que belas fotos!
Bjs

greentea disse...

dá vontade de lá voltar com as tuas fotos a sorrirem para nós !!

Duarte disse...

Com algum espinho, que às segundas não me deixava chegar a tempo a São Jacinto. Outras o Senhor da Pedra, não muito longe!
O voo na Tiger da Costa Verde!...
As ruas numeras, por isso o de NY, quanto sabes?
Esse mar sempre como companheiro de viagem, e os desafios na praia, e vem de tão longe!
Saudades me deixas, amiga da alma. Besos

Ai, i u é, flor de verde pino?! disse...

Excelente... e partilhado. Com os amigos, comtigo.

Obrigado.

Maria disse...

Um dia vou conhecer Espinho assim. Saindo para a rua e respirando o cheiro a mar.

:)

Anónimo disse...

De tudo sabia, do cheiro, das ruas e das vidas. Mas não da fala dos galegos salvos que me ensinaste!
Aprendemos sempre, não é?
(amigos bons em lugares lindos... que simetria, J.)
Bj da bettips

Humana disse...

es pino revisited.

gostei do passeio virtual.quase me deu vontade de ir até lá.

abraço

jorge esteves disse...

Bonitas, as tuas fotografias!
(a propósito das suas ruas caracteristicamente perpendiculares; já foste a Vila Real de Santo António? Ou esqueceste-te?...)
abraço.