Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia Sebastião da Gama. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia Sebastião da Gama. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tempo de poesia




Árvores Nuas
 
Quando as mãos carinhosas de outro sol
seu corpo agreste enfeitem novamente,
que será já dos ventos que as despiram?
 
Pobres ventos sem alma que as despiram!
 
.
(in Cabo da Boa Esperança, Sebastião da Gama)
.
 
 
Nocturno Op.9 no.2, F. Chopin (Maria João Pires)
 
 



domingo, 9 de novembro de 2008

Sem título




Anda agora boiando na lagoa
o cadáver da flor que eu não tocara
se não fora o desejo irreprimível
de ver uma flor morta sobre as águas...
.
Sebastião da Gama, Cabo da Boa Esperança

.
Sonata "Patética"-Rondo-Allegro (Beethoven)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

BACO




Andava por ali o deus das Uvas.
Por trás de cada cepa se ocultava.
Tinha os pés disfarçados em raízes
que prendiam a terra virilmente.
Tinha os olhos nos cachos reflectidos.
E a firmeza das parras acusava
que escondiam seu sexo omnipotente.



--
Sebastião da Gama, Cabo da Boa Esperança




..
(Blue in Green, Miles Davis)