quinta-feira, 13 de março de 2008

Interim poético


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos
Pelo Sonho é que vamos
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos
com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama


terça-feira, 11 de março de 2008

Amor à primeira vista

Ela aproxima-se lentamente, em movimentos coleantes. Ele, ainda intimidado, aguarda.

Ela, determinada, faz o primeiro gesto de sedução. Ele, já interessado,corresponde.

E em fulguração partilhada, como num feitiço, mergulham nos olhos um do outro. Amor à primeira vista.


domingo, 9 de março de 2008

Gaivotas galaico-portuguesas


Umas são galegas, outras portuguesas. Quem as distingue? Quem nos distingue? Para quê distinguir-nos?

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ao sol (ainda) de inverno

Este solinho morno dá-me uma indolência que nem me apetece abrir os olhos

este fim-de-semana vou deixar pássaros e ratos passearem tranquilos por aí

e não vou fazer mais nada a não ser dormir. Que bom é ser gato nesta freguesia!

quarta-feira, 5 de março de 2008

As Cores do Minho

















Andam estes dias pré-primaveris, que eu acho que são duendes disfarçados de pintores loucos, a salpicar de cor e beleza as árvores, os montes e os caminhos minhotos, e nós, pobres mortais, que de sortilégios nada percebemos, deixámo-nos enfeitiçar, para sempre.



segunda-feira, 3 de março de 2008

A Casa Grande de Romarigães




Esperei que parasse o vai-vém de sons e silêncios. E só quando apenas se ouvia o tempo, abri os olhos e enfrentei a Casa acabada de sair das páginas da literatura para se colocar alí, à minha frente: magoada com a passagem para a realidade, as paredes têm feridas de chuvas e ventos, as janelas e as portas, fechadas, não são mais presságios de regressos nem recomeços, e a capela passou a ser lugar ateu.
Fechei de novo os olhos, tomei balanço, e voltei à voz de Aquilino.


domingo, 2 de março de 2008

Alto Minho e a irmã Galiza - dia II

Prosseguimos o nosso périplo minhoto, entrando em Valença, "tomada" pelos irmãos galegos às compras na praça central, transformada num simpático mercado, onde pequenas, antigas e belas casas são agora lojas tradicionais e restaurantes.

Saímos para, numa volta da estrada, perto de Monção, darmos de caras com a imponência granítica e oitocentista do Palácio da Brejoeira
Em Melgaço fomos surpreendidos com um inesperado e moderno Museu de Cinema, no centro histórico(sem falar numas "fatias paridas" como nunca na vida tinha provado, num célebre restaurante da terra...)
E em Ponte de Lima não fugimos à tradição, que nos soube muito bem: arroz de lampreia e rojões com sarrabulho. Escusado dizer que, depois do almoço, tivemos de atravessar duas vezes a ponte a pé...
E terminámos o dia, tranquilamente, na belíssima praça central de Viana do Castelo, com as gaivotas a trazerem até nós o cheiro do mar.
E amanhã ou depois, falaremos de Aquilino!