sábado, 27 de setembro de 2014

Por terras de Montemuro - V


 
E sabe sempre bem acabar os passeios
com alguns apontamentos literários:
vimos de longe a Torre da Lagariça, magnífico solar medieval
onde Eça de Queiroz passava férias, e onde escreveu
A Ilustre Casa de Ramires.
 
(até para o ano, para o próximo Festival de Teatro de Montemuro)
 
 
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Konsert i a-dur 1, Antonio Vivaldi
 

 
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Por terras de Montemuro - IV

 
 Queres conhecer a minha aldeia?
Então anda lá, que eu mostro


Aqui é a fonte de água pura e fresquinha,
onde  as vacas vêm beber ao fim da tarde


Esta casa está abandonada,
como muitas na aldeia.
É uma pena porque é muto bonita,
 mas é onde vou caçar os ratinhos do jantar!


Os canastros já estão quase todos em ruína
 - são outro fantástico local de caça...

 
E esta é a minha casa!
Queres entrar e comer uma cavaca?

(e lá fomos com a Cinzas, que tão elegante e hospitaleiramente
nos guiou pelas características da sua aldeia)

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Konsert i a-dur 1, Antonio Vivaldi

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Por terras de Montemuro - III

 
 Olham-nos tranquilas,
como se fossem donas do tempo


 
Observam-nos atentas,
como se a terra lhes pertencesse



Depois mostram-se indiferentes,
 como se nos conhecessem há muito!
 
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Konsert i a-dur 1, Antonio Vivaldi
 
 


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Por terras de Montemuro - II


Entre o céu e a pedra permanece o sagrado,
ou o anseio do homem esquecer que é finito.

(na Capela de São Cristóvão, no cimo da Serra de Montemuro)


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Konsert i a-dur 1, Antonio Vivaldi

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Por terras de Montemuro-I

 
A serra e o horizonte
 
 
A aldeia e a intimidade
 
 
Os vales e a subsistência
 
(em passeio nas aldeias de Beirós e Felgueiras, Montemuro, pela mão amiga da O.)
 
 
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Konsert i a-dur 1, Antonio Vivaldi
 
 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Retrato

 
 
Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!
 
in O Sentimento dum Ocidental, IV Horas Mortas,
Cesário Verde
 
(porque é o poeta que mais vezes te ouço citar...)
 
 
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Comme une absence, Anouar Brahem
 


domingo, 17 de agosto de 2014

Sons e silêncios num dia de verão

  

De repente, o silêncio perfeito. O vento que faz cair uma folha seca da nespereira. Um besouro que procura insistentemente um lugar seguro no alpendre para fazer o ninho. Uma abelha, num bzzz muito suave, vem visitar a minha perna nua. E o concerto harmonioso dos pássaros. Distingo três melodias, mas só identifico a das andorinhas, uma conversa constante e quase compreensível.
As outras, é um canto muito belo, quase assobio humano de alegria, e há ainda um chamamento persistente, urgente. Preciso de identificar estes cantos, preciso de os nomear para os sentir mais meus.
Aos meus pés, o meu gato adormecido sonha com ratos e cobras e gafanhotos.
Por um momento, um momento apenas,  perco-me no mais longínquo dos paraísos, na mais próxima das Pasárgadas...
 
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Come rain or come shine, Bill Evans Trio