segunda-feira, 23 de março de 2009

Lugares da Memória - I - Caldas

Os pavilhões eram maiores, mais imponentes e muito, muito misteriosos. A pequenez do tempo devolveu-lhes a dimensão real...

...mas a ternura mantém-se intacta, eternizada no gesto.

Lembranças de passeios antigos intensificam a teia de emoções, em vertigem de cor e odor.

Apenas resta um jardim a cheirar a abandono e uma casa marcada pelos sulcos do tempo. Mas nos corredores da memória ainda se ouvem risos de criança.
Tudo em tons de passado.
.
It's easy to remember, John Coltrane Quartet

43 comentários:

Paula Raposo disse...

O que eu me fartei de andar de baloiço e de bicicleta e de barco no lago. Beijinhos.

Belisa disse...

Olá

Depois de umas flores primaveris deliciosas em seus tons, encanto-me com a sua escrita e recordações e adoro o Mounty!

Beijos estrelados

Belisa disse...

Olá

Depois de umas flores primaveris deliciosas em seus tons, encanto-me com a sua escrita e recordações e adoro o Mounty!

Beijos estrelados

Maria disse...

Palmilhamos os lugares do passado e as memórias avivam-se...
Creio ter visto, por um momento, na foto de baixo, uma menina com bibe e um gato ao colo, sentada num degrau da escada...
:)

Beijos

Fernando Samuel disse...

Depois de tudo... lá ficou a memória...

Um beijo.

contigo disse...

Qual a dimensão do tempo?
Quantos gestos eternos?
Na teia das emoções, na vertigem da cor e de odor, alguma dor e muita nostalgia. Mas há, também, o perene riso da criança que fomos a invadir os corredores da memória.
Tudo tão vivo e tão belo. Com o Coltrane a ajudar.

BlueVelvet disse...

Que engraçado: não sabia que temos este passado em comum.
Foi lá, no jardim, que o meu querido pai me ensinou a andar de bicicleta.
Beijinhos

anamar disse...

Também por lá "passarinhei"... e bem perto havia uma casa de chocolates , que durante muito tempo , foram os melhores do mundo!!
claro , depois o tempo deu outros sabores a cinhecer...
Goosto das Caldas e um destes dias vou lá.
Beijinho

anamar disse...

"conhecer"" Gosto", ai as gafes...

Benó disse...

Sim.Quando se é criança tudo tem uma dimensão maior.
Mas noto que ainda existe uma "criança" a espreitar pelo portão do jardim.
Lambranças das corridas pelo jardim?
Um abraço.

Anónimo disse...

Das minhas deambulações forçadas, antes do vinte e cinco de Abril, guardo uma recordação especial das Caldas. Os seis meses que lá vivi tiveram quase o sabor de férias. Foi como se, por artes mágicas, me tivesse conseguido libertar da tensão permanente em que vivia.
Quando entrei nesse jardim, fiquei fascinada com a altura e as cores dos pavilhões.
Ainda guardo na memória a beleza das formas e da cor das cerâmicas de Bordalo Pinheiro.
Já foi há muitos anos mas lembro-me como se tivesse acontecido ontem.

Campaniça

Teresa David disse...

ESTE TEU TEXTO TÃO BEM ENFEITADO PELAS LINDAS FOTOS FEZ-ME LEMBRAR UMA IDA NA SEMANA PASSADA A LISBOA ONDE PASSEI EM DIVERSOS SÍTIOS QUE FREQUENTEI E TRABALHEI E NENHUM JÁ EXISTE!
BJS
TD

intimidades disse...

lindos como sempre

Jokas

Paula

vaandando disse...

Que belíssimas imagens, e que momento musical tão bom !
Valeu bem a passagem ...
Ahn!
Já acabou !?
cordialmente

____________ JRMARTo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Ali bem perto, enriqueci durante uns tempos a minha colecção de casas em miniatura. e os chocolates a que a Anamar se refere continuam, apesa de tudo, a ser bons.

mdsol disse...

Que bem que tu emolduras as tuas memórias... E como as contas bem!
:))

Duarte disse...

Os reencontros com o passado, esse retroceder no tempo, beneficiam-nos, já que enriquecem-nos: saímos reconfortados.

Bonitas imagens.

Beijinhos com a ternura que inspiram as tuas palavras.

salvoconduto disse...

Fica a memória de Coltrane que essas caldas não conheci e esão demasiadamente silenciosas.

Lúcia disse...

Estes jardins fabulosos - e bocados da minha infãncia por lá...

Rosa dos Ventos disse...

Há muito tempo que não vou às Caldas da Rainha, mas esse enorme casarão merecia melhor sorte!

Abraço

Justine disse...

Com alguma surpresa vejo que estou muito e bem acompanhada nas minhas reminiscências caldenses...
Que tal formarmos o Clube dos Nascidos e Criados nas Caldas??:))

utopia das palavras disse...

É sempre uma emoção passear nos corredores da memória...!
Eu gostei de passear por lá!

Um beijo

hfm disse...

Das memórias que nos vão construindo e amparando.

Pitanga Doce disse...

A nostalgia anda por aqui. Voltar ao lugar aonde fomos crianças e ver que o tempo realmente passou. Para nós e para o lugar.

beijos e boa tarde

Teresa Durães disse...

Estou aqui a ver se percebo se são as Caldas da Rainha ou outras. Se for a primeira, adoro a vila (cidade?).

Carla disse...

a memória revisitada em belas fotos
beijos

Anónimo disse...

... quem sabe se nos "há muitos anos" que aí passava 2 ou 3 anos seguidos, olhámos as coisas com o mesmo amor?
Sem o saber...
Há as coisas belas - abandonadas - e mesmo assim, resistem! Espreitaremos sempre...
Bjinho
(da bettips)

Justine disse...

Teresa
São as da Rainha D. Leonor, pois claro!!
(Cidade, cidade...)

poetaeusou . . . disse...

*
um belo Jardim
em decadencia á 20 anos,
e como até a Bordalo querem
destruir, restam as Cavacas,
Mercado das Caldas,
uma ex-fonte de riqueza das
Peixeiras da Nazaré e de Peniche,
e
Tudo acabou
Tudo morreu
Nada ficou . . .
Talvez a memória . . .
,
conchinhas deixo,
,
*

Licínia Quitério disse...

Como tudo era grande quando éramos pequenos! Só a ternura, essa, se acrescenta e avoluma.
Memórias de coração, as tuas.

Um beiji.

Azul disse...

Memórias belas revisitadas! Que belo é este jardim nas Caldas da Rainha, que também eu revisitei com a minha mãe na passada segunda feira de Carnaval!Que entusiasmada conversa tivemos eu e ela!bem haja. abraço terno. Até breve. Azul.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Justine, belas fotografias acompanhadas com belo texto...Espectacular....
Beijos

mena m. disse...

Todas lindas as fotos, mas a última é muito especial!

Linda esta tua forma de reencontrares a menina que foste!

Beijinhos

samuel disse...

Os pavilhões eram bem maiores... mas quanto a isso e ao que mais tão bem descreves, é (quase) sempre assim.

Abreijos

Idun disse...

que, na viagem por esses teus lugares da memória, recordar a alegria seja, ainda, alegria.

marradinhas, justine

Mar Arável disse...

Belas

serenas memórias

Alien8 disse...

Justine,

Passei e passeei por lá, faz muito tempo... Belas fotos as que aqui puseste, e bem acompanhadas por palavras certeiras.

Logo a primeira fotografia me fez lembrar

"When I was small
And Christmas trees were tall..."

"Now we are tall
And Christmas trees are small..."

Talvez te lembres.

P.S.: O comentário assinado pela Lola no post anterior também é meu :)

Arabica disse...

Justine,


conheço tão mal as Caldas, perante as tuas fotos e memórias!


Será que sem memória minha, mas com as tuas presentes, um dia ao passar por lá, ouvirei os risos da criança que foste?


:)


Um beijo

meus instantes e momentos disse...

lindissimo blog, muito bom vir aqui.
Maurizio

tinta permanente disse...

Confesso: inicialmente as Caldas era apenas o ponto intermédio, aos fins-de-semana, entre a Ota (onde eu estava na Base Aérea) e a Foz do Arelho...
Muitos anos mais tarde, (re)descobri as Caldas. E volto. Sempre que posso.
(...e à Foz do Arelho, também!)


abraços!

Violeta disse...

quantas histórias não se poderiam contar por aqui...
bjs

M. disse...

Pois, as Caldas, também elas no meu tempo de adulta...

GR disse...

Fotografias de hoje com um olhar no passado e um texto admirável.
Como já tinhas saudades deste espaço.

Bjs

GR